Principais aliados de Uribe garantem presença no Senado colombiano

Bogotá, 15 mar (EFE).- O Partido Social da União Nacional (Partido da U) e o Partido Conservador, os mais próximos ao presidente Álvaro Uribe, consolidaram sua presença no novo Senado colombiano com 28 e 22 cadeiras, respectivamente, de um total de 102, após as eleições legislativas deste domingo.

EFE |

Após 93,82% das urnas apuradas, o Partido da U obteve 25,1% dos votos, seguido pelo Partido Conservador, com 20,6%, e o Partido Liberal (PLC), com 15,8%.

Desta forma, o Partido da U ganha oito cadeiras em relação às eleições de 2006, enquanto o Conservador fica com mais quatro e o PLC mantém suas 18 cadeiras no novo Senado, que inicia suas sessões em 20 de julho.

Depois dos liberais vem o polêmico Partido de Integração Nacional (PIN), considerado como o herdeiro da chamada 'parapolítica', que ficou com nove cadeiras (8,1%).

O quinto lugar ficou com o partido Mudança Radical (CR), do dissidente liberal e candidato à Presidência Germán Vargas Lleras, que conseguiu apenas 8 cadeiras, sete a menos do que tem na atual legislatura.

Depois vêm o esquerdista Polo Democrático Alternativo (PDA), que ficou com oito das dez cadeiras que alcançou em 2006; o Partido Verde, com cinco cadeiras; e o Movimento Independiente de Renovação Absoluta (Mira, cristão), que reduziu sua representação de duas para apenas uma cadeira.

O Movimento Compromisso Cidadão pela Colômbia, do ex-prefeito de Medellín e candidato presidencial Sergio Fajardo, pode conquistar uma cadeira no Senado.

Os números provisórios apontam para um fortalecimento das legendas governistas, já que o Partido do U, o Partido Conservador e o PIN têm afinidade ideológica.

Dos seis ex-reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que concorriam a vagas no Legislativo, apenas Jorge Eduardo Gechem, do Partido da U, foi eleito.

Ficaram de fora a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas, assim como os ex-congressistas Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Consuelo González de Perdomo.

Sigifredo López, o único sobrevivente dos 12 deputados do departamento de Valle (sudoeste) assassinados pelas Farc, também não foi eleito para o Senado.

A relevância das eleições de domingo residia na necessidade de renovar um Congresso desprestigiado pelos escândalos de troca de partidos e investigações por ligações com paramilitares que afetavam pelo menos um terço dos parlamentares.

Quase 30 milhões de colombianos foram convocados para escolheros 268 membros do Congresso, entre Senado e Câmara de Representantes, os cinco representantes do Parlamento Andino e os dois candidatos presidenciais dos Partidos Verde e Conservador.

Segundo números parciais, o candidato verde nas eleições presidenciais de 30 de maio será o ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus.

No entanto, a autoridade encarregada do registro e apuração dos votos ainda não divulgou resultados da Câmara de Representantes, da designação do candidato presidencial do Partido Conservador e dos representantes do Parlamento Andino.

O fato de estes dados não terem sido anunciados ainda, além da demora na apuração ontem e da complexidade do sistema de votação, levou os cidadãos a questionar a eficiência da autoridade eleitoral para o pleito presidencial de maio. EFE rrm-agp/bba

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