Primo de Uribe tem prisão decretada e pede asilo

BOGOTÁ (Reuters) - Mario Uribe, ex-senador e primo do presidente colombiano Alvaro Uribe, pediu asilo na embaixada da Costa Rica em Bogotá, depois que a Procuradoria Geral da Colômbia decretou sua prisão, informou o advogado dele. Mario é investigado pelo suposto envolvimento com paramilitares de ultradireita. Mario Uribe, que foi senador do Partido Colômbia Democrática e presidente do Congresso, renunciou ao seu mandato depois que a Corte Suprema de Justiça o vinculou, em setembro de 2007, ao processo da chamada parapolítica e o caso foi assumido pela Procuradoria.

Reuters |

'A Procuradoria Geral da Nação ditou medida de prisão preventiva (...) contra o senador Mario Uribe pelo delito de associação para delinquir através de acordos para promover grupos armados à margem da lei', disse um comunicado.

'Uribe é investigado por uma reunião que sustentou com o ex-líder paramilitar Salvatore Mancuso, antes das eleições de 10 de março de 2002, e com Jairo Castillo Peralta, codinome 'Pitirri', em novembro de 1998', informou a Procuradoria.

Com a ordem, subiu para pelo menos 32 o número de congressistas e ex-legisladores presos, enquanto mais de 30 outros são investigados por acusações de fazer acordos com paramilitares de ultradireita ou de receber apoio financeiro ou logístico para serem eleitos com votos de regiões controladas por esses grupos armados.

A maioria dos legisladores investigados e presos é de aliados do presidente Uribe, que apesar do escândalo e da crise mantém uma popularidade de mais de 80 por cento. O mandatário descartou a possibilidade de desmanchar o Congresso e convocar novas eleições, conforme pede a oposição.

Os paramilitares apareceram na década de 1980 como exércitos privados financiados por pecuaristas, proprietários de terra, comerciantes e narcotraficantes perseguidos pela guerrilha.

Esses esquadrões, acusados de obter milhões de dólares do narcotráfico e de cometer as piores violações aos direitos humanos, se desmobilizaram em meio a um acordo de paz com o governo em que mais de 31 mil combatentes entregaram as armas.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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