Primo de Uribe é condenado por envolvimento com paramilitares

Mario Uribe, que presidiu Congresso colombiano entre 2001 e 2002, foi sentenciado a sete anos e meio

AFP |

O ex-senador Mario Uribe, primo do ex-presidente Álvaro Uribe, foi condenado nesta segunda-feira pela Corte Suprema de Justiça da Colômbia a uma pena de prisão de 90 meses por ter feito pactos com grupos paramilitares de extrema-direita, informou o tribunal.

Mario Uribe, que presidiu o Congresso da Colômbia entre 2001 e 2002, "fez pactos com a organização armada ilegal" Autodefesas Unidas da Colômbia. Segundo a sentença, a prática "permite demonstrar à comissão crime de formação de quadrilha".

O ex-senador é acusado de colaborar com grupos paramiliates de Antioquia, no noroeste do país, para que intimidassem e pressionassem eleitores de forma a conseguir assim sua eleição para o Senado em 2002.

A condenação de Uribe prevê também uma multa de 3,4 bilhões de pesos, equivalente a US$ 1,8 milhão.

O político está preso desde fevereiro de 2010, quando a Corte Suprema de Justiça ordernou sua captura e assumiu a investigação do caso. O ex-congressista, que foi eleito pelo partido Colômbia Democrática, parte da aliança de governo de seu primo Álvaro Uribe (2002-2010), já havia sido preso em abril de 2008 pelo mesmo caso, mas foi libertado quatro meses depois por uma decisão da Procuradoria Geral, que então disse não ter provas dessas ligações.

Depoimentos

Na condenação emitida nesta segunda-feira, a Corte Suprema colombiana considerou depoimentos do ex-chefe paramilitar Salvatore Mancuso, atualmente preso nos Estados Unidos.

Mario Uribe chegou pela primeira vez ao Congresso colombiano em 1994.

Um despacho diplomático do Departamento de Estado revelado no domingo pelo Wikileaks em parceria com o jornal El Espectador informou que Mario Uribe dirigiu-se em 2006 à embaixada americana em Bogotá porque temia que seu visto americano fosse suspenso. O ex-senador tinha apresentado ao então embaixador William Wood uma lista com seus candidatos ao Congresso para que riscasse aqueles sobre os quais os Estados Unidos tinham críticas, segundo esse despacho diplomático.

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