Primeiro-ministro tcheco diz que não garante ratificação do Tratado de Lisboa

Bruxelas, 20 jun (EFE).- O primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolánek, afirmou hoje que não pode garantir a ratificação do Tratado de Lisboa ou fazer uma previsão a respeito, já que a decisão depende do tribunal constitucional e do Parlamento.

EFE |

"Perguntam-me sobre algo sobre o qual não posso influir", declarou o primeiro-ministro da República Tcheca, país que mais inquietações gera na União Européia (UE) após a rejeição do tratado em plebiscito na Irlanda.

Entretanto, o primeiro-ministro tcheco afirmou que, por enquanto, os que votaram "não" ao tratado foram os irlandeses e não eles.

Segundo Topolánek, ele não recebeu "pressões" de outros líderes para que faça o possível para que o texto siga adiante em seu país, já que um segundo "não" pioraria o panorama.

Na República Tcheca a ratificação ainda tem que superar uma sentença do Tribunal Constitucional sobre a compatibilidade da Carta Magna com o novo tratado, um voto no Senado e a assinatura do presidente da república, Vaclav Klaus, um conhecido eurocético.

O primeiro-ministro declarou que a política interna também pode influir nestes processos e acrescentou que a cúpula realizada nestes dois dias em Bruxelas serviu para "tranqüilizar o ambiente".

Topolánek se mostrou disposto a tentar explicar agora perante seu Parlamento a necessidade da ratificação deste tratado. EFE met/bm/fal

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