Primeiro-ministro sueco diz que crise não pode prejudicar direitos humanos

Estrasburgo (França), 2 out (EFE).- O primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, advertiu hoje à Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa da ameaça que representa para esta instituição a crise financeira e afirmou que não se pode permitir que afete os direitos humanos.

EFE |

Reinfeldt recomendou ao Conselho da Europa, cuja Presidência do Comitê de Ministros é exercida atualmente pela Suécia, que "se concentre em suas incumbências", que são a defesa dos direitos humanos e do Estado de direito.

E isto, argumentou, apesar da dificuldade de um momento no qual "muitos países vêem como se detém seu crescimento dos últimos anos e os cidadãos reduzem o consumo e vigiam suas economias".

Reinfeldt celebrou o fato de a Assembléia realizar hoje um debate sobre o conflito entre Rússia e Geórgia e disse que a postura de Moscou "não se pode justificar sob nenhum conceito nem circunstância", por isto o Conselho "tem que atuar se deseja manter sua credibilidade".

Neste sentido, afirmou que há países, dentro dos 47 membros desta entidade, cujas sociedades "ainda não vivem de forma aberta e livre", por isto os valores fundamentais do Conselho da Europa (direitos humanos, democracia e primazia do direito) têm que "ser reconquistados, ampliados e desenvolvidos".

O primeiro-ministro da Suécia fez um reconhecimento ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, pois "também mostrou a um país como o nosso que ainda há trabalho a ser feito".

Pediu à Duma - câmara baixa da Rússia - que ratifique o Protocolo 14 para o Convênio Europeu de Direitos Humanos, que deve levar a uma reforma deste tribunal para melhorar sua capacidade de trabalho.

Porém, paralelamente não excluiu um plano alternativo caso a Rússia continue impedindo que entre em vigor, algo que "seria prejudicial para os direitos humanos".

Com relação aos dois cidadãos egípcios que a Suécia entregou à CIA em 2001, Reinfeldt afirmou que já foram abonados danos e prejuízos e resta decidir se será concedido a eles a permissão de residência em seu país.

O primeiro-ministro sueco expressou sua decepção pelo desenvolvimento das eleições do domingo passado na Belarus - único país europeu que não pertence ao Conselho da Europa -, após o "bom sinal" que representou a última libertação de presos políticos. EFE ja/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG