Primeiro-ministro propõe eleições no dia 14 de novembro

Miguel F Rovira Bangcoc, 3 abr (EFE) O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, propôs hoje a realização de eleições legislativas no próximo dia 14 de novembro, em uma tentativa de conseguir a reconciliação com os manifestantes antigovernamentais que ocupam o coração comercial de Bangcoc há um mês. A data proposta pelo chefe do Executivo antecipa em um mês a colocada em abril durante as negociações que manteve com os líderes dos "camisas vermelhas", manifestantes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, rejeitada na época.

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Miguel F Rovira Bangcoc, 3 abr (EFE) O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, propôs hoje a realização de eleições legislativas no próximo dia 14 de novembro, em uma tentativa de conseguir a reconciliação com os manifestantes antigovernamentais que ocupam o coração comercial de Bangcoc há um mês. A data proposta pelo chefe do Executivo antecipa em um mês a colocada em abril durante as negociações que manteve com os líderes dos "camisas vermelhas", manifestantes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, rejeitada na época. "Estou realmente convencido que a reconciliação de nossa sociedade não pode esperar mais e, quando esse momento chegar, o Governo estará pronto para organizar as eleições no dia 14 de novembro", disse Vejjajiva ao anunciar na televisão o "mapa do caminho" elaborado por seu Governo. Com relação a mensagem, Jatuporn Prompan, um dos líderes da Frente Unida, disse que eles estudarão a proposta. Vejjajiva condicionou a proposta à união de forças em torno da monarquia, em uma aparente reação às supostas confabulações feitas a partir do exílio pelo ex-líder tailandês, Thaksin Shinawatra, que guia e financia a Frente Unida. Os camisas vermelhas provêm em sua maioria das zonas rurais do norte e noroeste do país, as de maior densidade demográfica e feudos dos testas-de-ferro do multimilionário Shinawatra, deposto em 2006 e condenado à revelia a dois anos de prisão por corrupção. No "Mapa de Caminho", Vejjajiva incluiu também a "reforma nacional para erradicar a injustiça nas estruturas econômica e política". Para consegui-la o Governo se comprometeu a fomentar o bem-estar mediante melhoras na educação e saúde. O chefe do Governo também se comprometeu a criar uma comissão independente encarregada de investigar as mortes ocorridas durante os enfrentamentos travados no dia 10 de abril entre os camisas vermelhas e as forças de segurança nas ruas de Bangcoc. Desde o início dos protestos, 27 pessoas morreram e quase mil ficaram feridas. Os camisas vermelhas protestam nas ruas desde o dia 14 de março para exigir a dissolução imediata do Parlamento e a realização de eleições antecipadas, mas apesar de sua persistência, não conseguiram dobrar o primeiro-ministro. Os protestos, explosões de granadas e outros artefatos, unidos a enfrentamentos esporádicos travados nas ruas entre as forças de segurança e os manifestantes, mergulharam a Tailândia em uma das mais profundas crises políticas das últimas quatro décadas. Os manifestantes conhecidos como "camisas vermelhas" continuaram a ocupar o centro comercial de Bangcoc na segunda-feira, apesar da advertência de Vejjajiva de que seriam desalojados. A área ocupada pelos manifestantes tem aproximadamente três quilômetros quadrados de extensão e é a versão tailandesa da Grande Via de Madri ou dos campos Elíseos de Paris, e está pondo a toda prova a paciência de seus cidadãos, e sobretudo, a de milhares de empresários que tiveram que fechar seus negócios. Cerca de meia dezena de hotéis luxuosos, alguns dos mais modernos shoppings, edifícios de escritórios de empresas locais e internacionais deixaram de funcionar quando os camisas vermelhas se apoderaram da zona há quatro semanas. A fatura da ocupação, que também afeta dezenas de milhares de empregados das empresas que fecharam suas portas, é difícil de quantificar, no entanto só em Bangcoc mais de 63 mil pessoas perderam seu emprego, e o Governo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) deve diminuir entre 1 e 2 pontos percentuais. EFE mfr/pb

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