LIMA (Reuters) - O primeiro-ministro peruano, Yehude Simon, disse que vai renunciar ao cargo nas próximas semanas depois que for encontrada uma solução para um conflito com indígenas amazônicos que deixou ao menos 34 mortos. Evidentemente. Vou sair com certeza no momento que tiver tudo tranquilizado, nas próximas semanas. Quero estabilidade, e sinto muito carinho pelo presidente (Alan García). Não vou sair pelo capricho do senhor Humala e por uns radicaizinhos, disse Simon à rádio local RPP, referindo-se ao líder de oposição Ollanta Humala.

Simón chegou na véspera a um acordo com os chefes indígenas das comunidades amazônicas, que protestam há dois meses pela anulação de leis que, segundo eles, saqueia seus territórios.

O premiê disse estar trabalhando para persuadir as tribos a cancelar todos os protestos que organizaram para forçar o governo a cancelar as leis destinadas a atrair investimentos estrangeiros em mineração, corte de madeira e energia na floresta amazônica.

Pelo menos 34 pessoas morreram em ações policiais deflagradas há 11 dias para romper barreiras impostas pelos indígenas em estradas e rios na Amazônia peruana, na pior crise desde que García tomou posse em 2006.

(Por Teresa Céspedes e Terry Wade)

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