Primeiro-ministro paquistanês rejeita renúncia de ministros do PML-N

Islamabad, 13 mai (EFE).- O primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gillani, rejeitou hoje os pedidos de renúncia apresentados pelos nove ministros da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), comandada pelo ex-chefe de Governo Nawaz Sharif.

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Os ministros anunciaram que podem reconsiderar a renúncia, caso dentro de três dias o governante Partido Popular do Paquistão (PPP) aja para reconduzir os juízes do Supremo afastados pelo presidente Pervez Musharraf de volta a seus respectivos cargos.

O primeiro-ministro recusou as cartas de renúncia apresentadas pelos ministros do PML-N em sua residência em Islamabad, segundo uma fonte de seu escritório.

O porta-voz do PML-N, Sadiq ul-Farooq, disse que os membros de seu partido não abandonarão formalmente seus cargos agora, mas apenas deixarão os Ministérios vagos.

Farooq insistiu que os ministros só voltarão a seus postos caso o PPP dê os passos considerados necessários para a reabilitação dos magistrados do Supremo destituídos por Musharraf, segundo o acordo de coalizão assinado entre os dois partidos.

Por sua vez, Asif Ali Zardari, líder do PPP e viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto - morta em 27 de dezembro de 2007 -, já se encontra no avião que o levará de Londres a Islamabad.

Zardari liderará amanhã um encontro com os deputados e os membros do comitê executivo de sua legenda para analisar a crise de Governo.

Os ministros do PML-N apresentaram sua renúncia depois do anúncio feito na segunda-feira por Sharif, de que seu partido abandonava o Executivo por divergências com a legenda de Gillani sobre a restituição dos cargos dos juízes afastados por Musharraf em novembro de 2007, quando foi declarado o estado de exceção no país.

EFE igb/ev/gs

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