Primeiro-ministro paquistanês não estava em veículo alvo de ataque, diz polícia

ISLAMABAD - Autoridades policiais do Paquistão afirmaram que o O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, não estava no automóvel atingido nesta quarta-feira por dois tiros na periferia de Islamabad. A informação dos policiais desmente a versão do porta-voz do premiê, que disse que o chefe de governo havia escapado ileso de um atentado.

AFP |

"O primeiro-ministro e sua equipe não estavam no veículo", afirmou o secretário do ministério do Interior, Kamal Shah, na televisão estatal paquistanesa. A informação foi confirmada à AFP por três fontes policiais, que pediram anonimato.

Mais cedo, o porta-voz de Raza Gilani havia anunciado que Gilani escapara de uma tentativa de assassinato . "Pela graça de Alá, o primeiro-ministro está são e salvo", declarou o porta-voz, Zahid Bashir.

"Tiros foram disparados perto do comboio do primeiro-ministro, duas balas atingiram as janelas do veículo blindado em que ele estava", acrescentou.

O ataque aconteceu três dias antes das eleições presidenciais de sábado no Paquistão.

Crise política

Bhutto era a favorita para vencer as eleições gerais paquistanesas e se tornar primeira-ministra pela terceira vez quando foi assassinada em 27 de dezembro. As eleições foram adiadas para fevereiro.

O partido de Bhutto, o Partido do Povo do Paquistão (PPP) venceu as eleições e formou uma coalizão com o partido PML-N, de outro ex-primeiro ministro, Nawaz Sharif. Gilani, um alto político do PPP se tornou primeiro-ministro.

A coalizão se desfez no mês passado. Também no mês passado, o ex-presidente Pervez Musharraf renunciou, sob ameaça de impeachment. O novo presidente deverá ser escolhido pelas duas câmaras do Parlamento e pelas assembléias provinciais neste fim de semana.

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