Primeiro-ministro palestino pede um Governo de união nacional e eleições

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, pediu neste sábado a formação de um Governo de união nacional e que sejam convocadas eleições nos territórios da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

EFE |

Fayyad se mostrou partidário que acabe a divisão interna na política palestina e defende um Governo interino de união nacional, formado por tecnocratas independentes e que governe tanto na Fase de Gaza como na Cisjordânia, até que se realizassem, o mais rápido possível, eleições presidenciais e legislativas.

"Se se forma um Governo de acordo nacional, não é minha intenção dirigi-lo", assegura Fayyad em comunicado, e acrescenta que "este posto de primeiro-ministro será o último que tenha e não quero comprometer-me de novo".

Na nota também qualifica ao Hamas de "organização hostil que atua contra a ANP" e que "tomou o controle na Faixa de Gaza pela força e ameaça tomá-lo também pela força na Cisjordânia".

Após duas semanas de enfrentamentos e detenções entre os seguidores do Fatah e Hamas em Gaza e Cisjordânia surgiram as chamadas a um diálogo nacional, depois de mais de um ano em que o Fatah se negou a negociar com os islamitas se estes não abandonam o poder em Gaza, que tomaram em junho de 2007.

Mohammed al-Hourani, membro do comitê central do Fatah, assegurou hoje em comunicado que a maioria de seu partido aposta não só pela volta ao diálogo, mas também por se alcançar um acordo realista de reconciliação.

Após um ataque com bomba em Gaza o passado 25 de julho, no qual morreram cinco membros do Hamas e uma menina, os confrontos entre ambos os grupos em ambos territórios se aguçaram.

Cerca de duas centenas de pessoas do clã Hilles, leal ao Fatah, fugiram esta semana da faixa com ajuda de Israel, após sérios combates na capital que se fecharam com 11 mortos e mais de uma centena de feridos.

"Todos os partidos estão agora mais interessados em cessar a situação atual de atacar um ao outro porque isto prejudica o povo que luta pela liberdade e a independência", diz Al Hourani.

O vizinho Egito também tenta, até agora sem sucesso, conseguir que os dois grupos, que juntos representam 90% do voto palestino, se sentem à mesa e tratem de acabar com suas diferenças.

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