Primeiro-ministro mauritano vai a comício contra golpe de Estado

Nuakchott, 11 ago (EFE).- O primeiro-ministro mauritano, Yahya Ould Ahmed El Waghef, que foi libertado hoje, assistiu a um comício organizado em Nuakchott contra o golpe de Estado e pediu a volta à legalidade constitucional.

EFE |

O primeiro-ministro desmentiu o que qualificou de "alegações que pretendiam um bloqueio das instituições constitucionais", detalhando que "o Parlamento funcionava normalmente e com toda a independência requerida".

O presidente da União das Forças do Progresso (UFP), Mohamed Ould Maouloud, que é também presidente do Parlamento, rejeitou neste comício, "toda idéia de eleições ou período de transição".

Ele exigiu a volta à ordem constitucional, a começar pela libertação do presidente deposto, Ould Cheikh Abdalahi e a volta às suas funções.

Ould Maouloud expressou, no entanto, a "disponibilidade da Frente em negociar com os golpistas a fim de encontrar uma saída ao beco sem saída para o qual a situação levou".

A Frente Nacional de Defesa da Democracia inclui a Aliança popular progressista (APP), a União das Forças do Progresso (UFP), o partido Tawassoul (islamitas), e o partido Adil (no poder anteriormente).

Participaram deste comício aproximadamente seis mil pessoas, segundo fontes da Polícia, e cerca de dez mil segundo os organizadores.

El Waghef foi libertado, junto com o ex-ministro do Interior, Mohamed Ould Rzeizim, o ex-diretor da Agência Nacional de Acolhida de Refugiados, Moussa Fall, e o ex-presidente do Conselho Econômico e Social, Ahmed Ould Sidi Baba.

A Junta Militar, que se autoproclamou Alto Conselho do Estado (ACE), anunciou que assumirá colegiadamente as prerrogativas do presidente da República e que nomeará um novo Governo, além de assegurar que o Parlamento e o resto das instituições "seguirão exercendo suas funções".

Em comunicado, a Junta ressaltou que este "Executivo será designado e encarregado de exercer sob a supervisão do presidente do Conselho", o general Mohamed Ould Abdelaziz.

Várias forças políticas, sindicais e de direitos humanos na Mauritânia expressaram sua rejeição ao golpe de Estado. EFE mo/bm/rr

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