Primeiro-ministro japonês renuncia ao cargo

TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, anunciou nesta segunda-feira sua renúncia ao cargo em uma coletiva de imprensa.

Redação com agências |

Segundo Fukuda, a decisão tomada é o "melhor para o país". O primeiro-ministro enfrenta forte crise de popularidade.

Crise política

Desde sua nomeação no fim de setembro de 2007, Fukuda governava com uma equipe de 17 ministros, dos quais 15 foram nomeados por seu predecessor, Shinzo Abe, pouco antes de sua demissão.

Durante dez meses corridos, a cota de popularidade do primeiro-ministro não parou de cair, em razão de um novo plano de cobertura médica, que vai provocar uma alta das cotações para as pessoas mais velhas.

Há poucos dias, o primeiro-ministro também anunciou um pacote econômico para aquecer a economia do país que prevê um investimento de cerca de US$16 bilhões com o objetivo de aliviar empresãrios e consumidores.

O país enfrenta as taxas de inflação mais altas dos últimos 11 anos, impuslionadas pelo aumento do preço dos alimentos e do petróleo.

Diante de sua incapacidade de reverter as pesquisas, que o colocavam abaixo dos 30% de satisfeitos, algumas vozes se alçaram dentro do PLD, mas também do New Komeito, pequeno partido membro da coalizão governista, para reivindicar a substituição de Fukuda ou eleições antecipadas.

Instabilidade

Desde que o popular primeiro-ministro do país, Junichiro Koizimi, deixou o cargo, há dois anos, a política japonesa enfrenta um período de incertezas.

Shinzo Abe, o sucessor escolhido por Koizimi, abandonou o governo um ano após sua nomeação por motivos de saúde. Abe foi substituído por Yasuo Fukuda, indicado por ser considerado uma figura que daria estabilidade ao cargo.

Fukuda não especificou quando sua saída será efetivamente realizada, mas especula-se que ele fique no governo até que o Partido Liberal Democrático escolha um nome para substituí-lo e submeta-o ao voto do Parlamento japonês.

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