Primeiro-ministro japonês deixará o cargo em breve, diz porta-voz

Em declarações a rede de televisão, ministro diz que Naoto Kan não deve seguir no poder até o ano que vem

EFE |

O porta-voz do governo do Japão descartou neste sábado que o primeiro-ministro do país, Naoto Kan, vá seguir no poder até o ano que vem, e afirmou que o premiê deverá deixar seu cargo em um futuro próximo, informou a cadeia pública "NHK". Em declarações divulgadas pela emissora, o ministro porta-voz, Yukio Edano, assegurou que o líder japonês não tem intenção de manter-se em seu posto por muito tempo, ao contrário do que especularam vários veículos da imprensa local.

Na quinta-feira, Kan superou uma moção de censura apresentada pela oposição, mas só depois de comprometer-se a apresentar sua renúncia uma vez canalizada a crise gerada pelo terremoto e o posterior tsunami de 11 de março.

Com essa promessa, obteve o apoio de um setor de seu partido que também pedia sua renúncia, mas depois, após superar a moção, demonstrou que sua intenção era manter-se no posto até que estivesse controlada a situação na usina nuclear de Fukushima, o que, pelas previsões, não deve acontecer antes do início de 2012.

Isso lhe valeu uma nova onda de críticas, mas hoje Edano insistiu que o prazo previsto para esfriar os danificados reatores de Fukushima não será determinante para estabelecer o período em que Kan ainda ficará no poder, segundo a "NHK". Tanto o opositor Partido Liberal-Democrata (PLD) como algumas vozes dentro de sua própria legenda, o Partido Democrático (PD), pediram a renúncia imediata do primeiro-ministro, ao criticar sua gestão da crise e considerar que Kan perdeu a credibilidade junto à população.

O secretário-geral do PLD, Nobuteru Ishihara, assinalou que sua formação quer que o chefe do Governo deixe seu posto no final de junho, algo para o que poderia ser apresentada uma nova moção de censura, desta vez na Câmara Alta, segundo a agência local "Kyodo". Naoto Kan, que chegou ao Governo em junho do ano passado, teve que administrar a tragédia gerada pelo terremoto e o tsunami de 11 de março, que deixaram mais de 23 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos.

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