Primeiro-ministro israelense inicia viagem pelos EUA para dizer adeus a Bush

Washington, 23 nov (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, iniciou hoje uma visita aos Estados Unidos, às vésperas do que se prevê será seu último encontro bilateral com o presidente George W.

EFE |

Bush, e sem ter conseguido um acordo de paz para o Oriente Médio.

A Casa Branca tinha antecipado na sexta-feira passada que os chefes de Governo discutirão uma ampla gama de assuntos "regionais e internacionais".

No entanto, as autoridades americanas, israelenses e palestinas reconheceram que as partes não conseguirão cumprir a meta traçada na conferência de paz de Annapolis (Maryland) no ano passado, para delinear um acordo de paz para a região.

De fato, uma fonte oficial americana, que pediu o anonimato, adiantou na sexta-feira aos jornalistas que não se esperam grandes anúncios do encontro em Washington.

Como parte de sua visita de três dias, Olmert se reunirá amanhã, segunda-feira, com Bush, com o vice-presidente Dick Cheney e com a secretária de Estado, Condoleezza Rice, entre outros funcionários de alta categoria.

Na terça-feira, Olmert deve se reunir com líderes da comunidade judaica antes de voltar para Israel.

Ainda não se sabe se Olmert se reunirá com membros da equipe de assessores do presidente eleito, Barack Obama, que, durante a disputa presidencial, causou nervosismo em Israel por sua disposição em abrir uma via de diálogo com Teerã.

Segundo explicou o porta-voz de Olmert, Mark Regev, o primeiro-ministro israelense quer aproveitar a reunião com Bush para "agradecer-lhe sua amizade e seu apoio a Israel".

Ou seja, será uma oportunidade de despedir-se de um amigo e de um estreito aliado de Israel.

O porta-voz não descartou que, ao discutir os problemas de estabilidade na região, ambos analisem as respostas à contínua ameaça que as ambições nucleares do Irã representam.

O Governo israelense disse publicamente que prefere a via diplomática para resolver suas diferenças com o Irã, mas Olmert não descartou o uso da força militar para confrontar esse país.

Está previsto também que Olmert pressione Bush e o Congresso dos EUA a que permitam que Israel adquira dezenas de aviões caça F-35, para fortalecer a capacidade aérea de seu país.

Para a compra desses equipamentos, que segundo disse em setembro o Pentágono seria um total de até 75 aviões, Israel precisa, no entanto, de US$ 15 bilhões e o Congresso ainda não liberou essa soma.

Em seu último ano de mandato, o Governo Bush se comprometeu com um ambicioso pacote de ajuda militar para Israel que chega a cerca de US$ 30 bilhões na próxima década.

O último tête-à-tête entre Bush e Olmert acontece quase um ano depois da cúpula organizada pelos EUA em Annapolis visando a reativação das negociações para colocar um fim a um conflito que começou há seis décadas. EFE mp/ma

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