Primeiro-ministro do Líbano diz que novo Governo não será anunciado hoje

Beirute, 5 jul (EFE).- O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, descartou hoje a iminente formação de um Governo de união nacional no país, argumentando que ainda são necessárias mais consultas, mas previu que o processo de composição do novo Executivo não deve demorar.

EFE |

"Não acontecerá hoje (a formação do Gabinete)", disse Siniora à imprensa, depois de se reunir com o general Michel Aoun, líder de um importante grupo parlamentar e um dos pilares da oposição, liderada pelo Hisbolá.

Esta manhã, a imprensa libanesa afirmava que o Governo, esperado há mais de um mês, seria anunciado hoje, após a reunião com Aoun.

"Continuarei meus contatos com os protagonistas e tenho certeza de que conseguiremos (formar o Gabinete) muito em breve", acrescentou Siniora, designado há mais de um mês para comandar o futuro Gabinete de união nacional.

O primeiro-ministro revelou, por outro lado, que não chegou a um acordo com Aoun sobre os ministérios do novo Gabinete, assim como as pessoas que os ocuparão, mas disse que precisa conversar com elas sobre os detalhes dos cargos, sem dar mais detalhes.

Siniora contou que os grupos xiitas Amal e o Hisbolá não apresentaram os nomes das pessoas que o representarão no novo Executivo, nem outros partidos da maioria parlamentar.

O chefe de Governo libanês acrescentou que a formação de um novo Governo de união nacional constitui "uma experiência com caráter extraordinário ditado por circunstâncias excepcionais".

Ele disse que o futuro Executivo deve fazer frente a uma "montanha de desafios", e por isso precisa da cooperação de todos, pois caso contrário "haverá mais perdas e oportunidades fracassadas".

"Os libaneses já estão doentes. Querem viver, querem encontrar trabalho ao invés de se deterem nas portas das embaixadas", disse.

Por ali, Siniora estimou que a formação de um Governo de união nacional é uma "porta que deve ser aberta. Devemos trabalhar juntos para responder às necessidades dos libaneses. Temos tempo e recursos limitados".

O primeiro-ministro lembrou que o Governo será de curta duração, já que terá que renunciar após a realização de eleições legislativas, previstas para o próximo ano. EFE ks/wr/gs

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