Primeiro-ministro do Japão renuncia

Hatoyama era pressionado por aceitar manutenção de bases americanas

EFE |

AP
Hatoyama ficou apenas oito meses no cargo
TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, anunciou hoje formalmente que renunciará, pressionado pelas críticas à decisão de manter uma base militar americana no sul do país.

Hatoyama, no poder há oito meses, revelou a decisão em discurso aos membros do Partido Democrático (PD). O premiê disse ter trabalhado com uma visão a longo prazo que para o povo é "difícil de ser entendida".O chefe de Governo pediu ainda a renúncia do secretário-geral do partido, Ichiro Ozawa.

A decisão de Hatoyama de deixar a chefia de Governo chega entre uma forte polêmica gerada pela permanência de uma base militar dos Estados Unidos em Okinawa, no sul do país. Durante a campanha eleitoral, o atual premiê tinha se comprometido a levá-la para fora dessa ilha ou do Japão.

Uma pesquisa divulgada esta semana pelo diário "Nikkei" diz que 63% dos japoneses acham que o primeiro-ministro deveria renunciar pela gestão ruim no caso da base, já que ele precisou de oito meses para chegar a um acordo com os EUA que é praticamente idêntico ao assinado em 2006.

O apoio à renúncia de Hatoyama aumentou nos últimos dias até mesmo dentro do partido, que busca relançar a imagem dos democratas e aumentar suas chances nas próximas eleições à câmara alta do Parlamento, possivelmente em 11 de julho.

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