Toronto (Canadá), 11 set (EFE).- O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, afirmou hoje que 2011 é o ano final do compromisso militar canadense no Afeganistão e que até ali as autoridades afegãs deveriam ter a capacidade de assumir a segurança do país.

Harper, que está em plena campanha eleitoral após convocar de forma inesperada eleições antecipadas para o dia 14 de outubro, comparou hoje a missão no Afeganistão com a Segunda Guerra Mundial.

"Em 2011 completaremos seis anos em Kandahar. Além disso, estivemos seis anos na Segunda Guerra Mundial", declarou Harper durante um ato na província do Québec, onde se registra a maior oposição à missão militar no país asiático.

O Canadá perdeu 97 soldados e um diplomata no Afeganistão desde que em 2002 começou o envio de forças do país como parte da missão da Otan.

A maior parte das baixas aconteceu a partir de 2006, quando Harper chegou ao poder e depois que as autoridades canadenses decidiram colocar suas forças em ações de combate frontal contra os talibãs na província de Kandahar, uma das mais conflituosas do país.

Ottawa se queixou em inúmeras oportunidades que a maior parte de seus parceiros da Otan escolheu missões que não colocam em risco suas tropas e que o Canadá sofreu um número desproporcional de baixas em comparação a seu contingente militar, que se calcula em cerca de 2.500 soldados, na maior parte destinados à província de Kandahar.

Ontem, Harper afirmou pela primeira vez que o Canadá retirará a maior parte de seus soldados em 2011 sob o argumento de que Cabul "em algum momento tem que ser capaz de ser o principal responsável" pela segurança do país. EFE jcr/fal

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.