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Primeiro-ministro decreta estado de exceção em Bangcoc para impor ordem

Gaspar Ruiz-Canela. Bangcoc, 2 set (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, decretou hoje estado de exceção em Bangcoc e ordenou ao Exército que restabeleça a ordem nas ruas, o que representa a primeira batalha de uma guerra que também terá que ser travada nos tribunais para evitar a dissolução do partido governante.

EFE |

Sundaravej recorreu ao Exército após uma pessoa morrer e outras 44 ficarem feridas nos confrontos entre partidários e opositores do Governo armados com paus, facões e armas de fogo.

Horas depois de a televisão anunciar o estado de exceção, a Comissão Eleitoral declarou o Partido do Poder do Povo (PPP), de Sundararavej, culpado de fraude eleitoral e recomendou ao Tribunal Constitucional sua dissolução.

"Vou tentar solucionar os problemas o mais rápido possível. Este é o caminho mais moderado para recuperar a paz no país", declarou o líder, que disse que a medida permanecerá em vigor durante "vários dias".

O estado de exceção, que não representa o toque de recolher, permite ao Exército usar a força, além de conceder a ele poder para censurar informações da imprensa que "causem pânico" ou coloquem em risco a segurança do Estado e para proibir reuniões públicas de mais de cinco pessoas.

Após a entrada em vigor do decreto, o chefe do Exército, general Anupong Paochinda, descartou o uso da força para acabar com os protestos dos manifestantes antigovernamentais e com a ocupação da sede do Governo, que foi ocupada há uma semana.

Paochinda, que no fim de semana passado mostrou receio quanto à idéia de decretar estado de exceção, assegurou que o Exército não dará um golpe de estado, como já havia feito quase dois anos atrás para depor o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

"Caso os militares utilizem a força para dar um golpe de Estado criarão mais problemas para todos", afirmou o general.

Em entrevista coletiva, o primeiro-ministro, que é ministro da Defesa, acusou mais uma vez a Aliança do Povo para a Democracia de não respeitar o sistema democrático.

A aliança, que espalha com sucesso uma mensagem de indelével lealdade à Coroa em um país onde a maior parte da população sente um profundo respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej, é uma mistura de tailandeses ricos e pobres, democratas ou não, que têm o objetivo comum de provocarem a queda do Governo.

"Não há prisões suficientes no país para colocar todos", declarou o ex-general do Exército e antigo governador de Bangcoc, Chamlong Srimuang, aos milhares de partidários da aliança após saber da decretação do estado de exceção.

Chamlong, que estava sobre o palco montado pelos ocupantes do palácio, acrescentou que os partidos da oposição advertiram o primeiro-ministro de que a declaração do estado de exceção significaria seu fim como chefe do Governo.

"O máximo que pode fazer é deter os principais líderes", disse Chamlong, que já liderou, em 1992, os grandes protestos contra o Governo pró-militar da época e que terminaram após a morte de 50 manifestantes por soldados.

Sundaravej, veterano político de extrema-direita, teve uma atitude paciente com os manifestantes até sexta-feira passada, quando sua imagem foi prejudicada por causa da tentativa da Polícia de recuperar o controle da sede do Governo.

Os protestos começaram em maio passado, quando os partidários da aliança acamparam diante do edifício das Nações Unidas para denunciarem o Governo, ao qual acusam de corrupção, de deslealdade à Coroa e de ser uma marionete de Shinawatra, agora exilado no Reino Unido.

Apoiada pela elite conservadora e por setores do Exército, a aliança, que divulga a propaganda monárquica e nacionalista para ganhar a simpatia do povo, deseja que o rei indique um Governo de transição.

Com o estado de exceção em vigor, um dos líderes da aliança e proprietário de vários jornais, Sonthi Limthonkul, anunciou que os manifestantes se dispersarão nas próximas 48 horas, aparentemente sem oferecer resistência.

"Acho que o Exército não causará dano ao povo", disse o líder da aliança antigovernamental. EFE grc/fh/fal

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