Por Ambika Ahuja

BANGCOC (Reuters) - O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, propôs nesta segunda-feira convocar uma eleição para 14 de novembro dentro de um plano de "reconciliação" destinado a colocar fim a dois meses de crise política que paralisou Bangcoc e provocou a morte de 27 pessoas.

Por Ambika Ahuja

BANGCOC (Reuters) - O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, propôs nesta segunda-feira convocar uma eleição para 14 de novembro dentro de um plano de "reconciliação" destinado a colocar fim a dois meses de crise política que paralisou Bangcoc e provocou a morte de 27 pessoas.

Com o apoio do establishment da monarquia da Tailândia, Abhisit rejeitou uma proposta no mês passado dos manifestantes "camisas vermelhas", em sua maioria pobres urbanos e da zona rural, para pôr fim à ocupação do principal distrito comercial de Bangcoc em troca de eleições dentro de três meses.

Anteriormente, ele disse que convocaria uma eleição para dezembro.

"Isso é muito construtivo", disse à Reuters um dos líderes dos protestos, Weng Tojirakarn. "Assim, discutiremos a proposta do primeiro-ministro seriamente."

Os manifestantes, que apoiam o ex-premiê deposto Thaksin Shinawatra, planejam debater a proposta na terça-feira.

Outro líder dos protestos, Jatuporn Prompan, disse ter ficado animado com a proposta, mas que ela contrastava com declarações recentes do governo e dos militares advertindo os camisas vermelhas para que encerrassem sua campanha.

Analistas dizem que ambos os lados querem estar no poder em setembro para dois eventos importantes --uma reestruturação das poderosas forças militares e policiais e a aprovação do orçamento nacional.

Se o lado de Thaksin prevalecer e estiver governando no momento da reestruturação militar, os analistas esperam grandes mudanças, incluindo a deposição de generais aliados da elite monarquista da Tailândia, uma perspectiva temida pelos monarquistas, que não querem ver diminuído o poder da realeza.

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