Primeiro-ministro da Índia defende diálogo com Paquistão

Nova Délhi, 29 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, defendeu hoje no Parlamento o diálogo com o Paquistão, mas esclareceu que, para a Índia, é impossível avançar rumo à normalização total das relações com o país vizinho, até que haja ações contra o terrorismo.

EFE |

"Acho que é nossa obrigação manter os canais de comunicação abertos com o Paquistão", declarou Singh, diante da Câmara Baixa, em um discurso transmitido pelo canal indiano "NDTV".

"O único caminho para avançar é começar a confiar um no outro, apesar do que aconteceu no passado, mas não confiar cegamente", disse o primeiro-ministro.

A Índia suspendeu o diálogo com o Paquistão após o ataque terrorista a Mumbai, em novembro de 2008.

Após insistir que o "objetivo de seu Governo é uma paz permanente com o Paquistão", Singh afirmou que a normalização das relações bilaterais só chegará quando Islamabad "cumprir em letra e espírito seu compromisso" de impedir que grupos terroristas atuem contra a Índia de solo paquistanês.

Destacou que o Paquistão entregou a seu Governo um novo dossiê sobre o atentado de Mumbai, que assinala claramente o grupo caxemiriano com base em solo paquistanês Lashkar-e-Toiba (LeT) como culpado do ataque.

"É a primeira vez que admitem que uma organização terrorista com base no Paquistão praticou o ataque", disse Singh. EFE amp/pd

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