Primeiro-ministro chinês viaja à UE após tensões com a Presidência francesa

Pequim, 13 jan (EFE).- O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, viajará este mês a cinco países da União Européia (UE), aproveitando a mudança na Presidência do bloco europeu, agora nas mãos da República Tcheca, depois das tensões surgidas com a liderança francesa.

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"O primeiro-ministro, Wen Jiabao, deve ir a Davos (Suíça) e realizar uma viagem européia", disse hoje a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Jiang Yu, em entrevista coletiva.

Jiang não quis dar detalhes da visita aos cinco países, pois a viagem ainda está "em preparação".

Entre os cinco destinos europeus da viagem de Wen, estão Suíça, Bélgica e Espanha, informou uma porta-voz do Centro Internacional de Imprensa do ministério chinês.

O Fórum Econômico Mundial de Davos deve acontecer de 28 de janeiro a 1º de fevereiro, e 40 chefes de Estado confirmaram presença.

"Nos últimos dias, o ministro de Assuntos Exteriores chinês, Yang Jiechi, manteve conversas por telefone com seu colega tcheco para trocar pontos de vista e melhorar as relações entre China e UE", disse hoje a porta-voz chinesa.

A China cancelou sua presença em uma cúpula com a UE no final do ano passado, após o anúncio do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de sua reunião com o líder tibetano no exílio, o dalai lama, um tipo de encontro que a China qualifica sempre como um atentado contra sua soberania territorial.

"Esperamos conduzir (com o bloco europeu) de forma adequada alguns problemas, para promover um desenvolvimento saudável das relações entre China e UE", acrescentou Jiang.

Apesar desta disposição, a porta-voz teve palavras duras contra a França, que no último ano se transformou no inimigo da China devido a seu apoio popular e institucional à causa tibetana.

"A China nunca fez nada para prejudicar os interesses da França", disse a porta-voz. "Quanto aos problemas no Tibete, os erros da França prejudicaram gravemente a base política das relações bilaterais, destruiu o ambiente de cooperação, danificou os interesses da China e a imagem da França no coração dos chineses".

EFE mz/an

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