Primeiro-ministro chinês promete crescimento e justiça social

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, prometeu manter o forte crescimento econômico do país e uma distribuição melhor da renda, ao definir nesta sexta-feira no Parlamento as prioridades do governo para 2010.

AFP |

"Este é um ano crucial para continuar controlando a crise financeira internacional, para manter um desenvolvimento rápido e estável e para acelerar a transformação do modelo de desenvolvimento econômico", declarou o chefe de governo na abertura da sessão anual plenária da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento).

Wen anunciou que o governo mantém a meta de crescimento econômico de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) da China, que disputa com o Japão o posto de segunda maior economia mundial.


Wen Jiabao discursa na sessão anual plenária da Assembleia Nacional Popular / AP

O crescimento de 8% é considerado pelo Partido Comunista Chinês (PCC) o mínimo necessário para manter o nível do emprego e garantir a paz social. Em 2009, apesar da crise mundial, a China registrou um crescimento de quase 9%.

O primeiro-ministro fez o discurso diante dos deputados reunidos no Grande Palácio do Povo.

Ele também reiterou que 2010 terá como prioridade a luta contra a corrupção, flagelo que pode afetar a legitimidade do Partido Comunista.

"Em 2010, teremos que dar uma importância capital à luta contra a corrupção, que é uma questão vital para a consolidação de nosso poder", disse.

"Estabeleceremos um sistema completo de prevenção e repressão", completou, antes de prometer uma vigilância maior dos dirigentes de todos os níveis e dos cuadros superiores.

Ao mesmo tempo, Wen Jiabao fez questão de destacar que "o objetivo fundamental do desenvolvimento econômico é assegurar uma vida melhor aos cidadãos".

"Deveremos nos esforçar mais não apenas aumentar a torta das riquezas do país com o desenvolvimento econômico, mas também nos preocuparmos com uma divisão justa desta", afirmou.

"Incidentes sociais"

O tema da construção de uma "sociedade harmoniosa" está presente em todos os discursos oficiais no país, que registra milhares de "incidentes sociais" a cada ano.


Policial patrulha área da Praça da Paz Celestial / AP

Os incidentes têm relação geralmente com expropriações de terrenos sem pagamento de indenização, com a corrupção ou com a frustração de ter ficado à margem do crescimento, que disparou com as reformas de teor capitalista iniciadas no fim dos anos 70, após a morte em 1976 do fundador do regime, Mao Tse-Tung.

Para evitar qualquer tipo de "incidente social", a reunião do Parlamento acontece sob forte vigilância, com uma grande presença policial na Praça da Paz Celestial, onde fica o Palácio do Povo.

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