Primeiro-ministro belga diz que há posturas irreconciliáveis entre partidos

Bruxelas, 15 jul (EFE).- O primeiro-ministro belga, o democrata-cristão flamengo Yves Leterme, disse hoje, após apresentar sua renúncia, que há posturas irreconciliáveis das comunidades francófona e flamenga quanto a descentralização do Estado.

EFE |

Isto demonstra que a reforma estatal é "essencial" para que o Governo tome decisões em comum.

Leterme apresentou ontem à noite sua renúncia ao rei Alberto II, que, por enquanto, decidiu deixar em aberta a decisão de aceitá-la ou rejeitá-la.

A decisão de renunciar ao Governo, integrado por cinco partidos - francófonos (liberais, socialistas e democrata-cristão) e flamengos (liberais e democratas-cristãos) -, foi tomada após a constatação do bloqueio das negociações para uma nova reforma do Estado federal.

Outro motivo que pesou na decisão de Leterme foi a rejeição de seu próprio partido à opção de prolongá-la.

Apesar de "todos os esforços e toda a perseverança", Leterme afirma em comunicado que o prazo para chegar a um acordo entre flamengos e francófonos não foi cumprido.

Esta terça-feira era a data limite que os partidos flamengos haviam dado aos francófonos para chegarem a um acordo sobre a realização de uma profunda reforma do Estado federal, sob pena de retirarem sua confiança no Governo.

Os partidos flamengos, especialmente o CD&V, e o partido nacionalista aliado a este, o NVA, ameaçaram em várias ocasiões retirar o apoio ao Governo caso não se chegasse a um acordo no prazo previsto.

Segundo Leterme, as "visões opostas" entre as comunidades francófona e flamenga, convocadas a criarem um "novo equilíbrio necessário" para a construção do Estado, "são hoje irreconciliáveis".

Leterme acredita que isto demonstra que o modelo de negociação em um nível exclusivamente federal "alcançou seu limite", por isto considera que a reforma do Estado é um "elemento essencial" para se chegar a um acordo de Governo.

Sua última proposta para prosseguir as conversas havia sido a de também acrescentar a elas os presidentes dos executivos regionais e não apenas os responsáveis pelos principais partidos do país. EFE rja/fh/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG