Primeiro navio de guerra russo chega a Cuba desde a Guerra Fria

HAVANA - Um navio russo entrou na baía de Havana nesta sexta-feira pela primeira vez desde o colapso da União Soviética, em 1991, num gesto de reaproximação com um aliado da Guerra Fria e de demonstração de força na vizinhança dos Estados Unidos.

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O destróier anti-submarino Almirante Chabanenko disparou seus canhões como forma de saudação ao entrar pelo estreito da Flórida, a apenas 150 quilômetros da Costa dos EUA. Foi recepcionado com um outro tiro de canhão, na antiga fortaleza espanhola na entrada da baía.

Pescadores e turistas assistiram à passagem do navio pela estreita entrada da baía, enquanto os marinheiros se enfileiravam no convés. Rebocadores depositaram a embarcação num cais em frente à Havana Velha, ao som de uma banda militar.

O destróier deve passar cinco dias na capital cubana. Antes, ele participou de exercícios no Caribe com a Marinha venezuelana e também fez uma escala na Nicarágua, outro ex-aliado de Moscou. Dois navios de abastecimento acompanham a embarcação.

A Rússia tem ampliado sua presença nas Américas, no momento de maior tensão com Washington desde o fim da Guerra Fria, pelos planos dos EUA de instalar um escudo antimísseis na Europa oriental e o apoio norte-americano à ex-república soviética da Geórgia no recente conflito com a Rússia.

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Navio russo chega à Cuba em primeira reaproximação desde o fim da Guerra Fria


Em declarações recentes, autoridades dos EUA minimizaram a importância da visita naval russa ao Caribe. Durante a Guerra Fria, a URSS tinha uma presença militar significativa em Cuba, e barcos soviéticos eram uma visão comum na baía de Havana.

Em 1962, o mundo esteve às portas de um conflito nuclear devido à decisão russa de instalar mísseis em Cuba.

Nos últimos meses, várias autoridades russas estiveram em Havana, inclusive o presidente Dmitry Medvedev, que fez uma escala em 28 de novembro, depois de visitar Venezuela, Brasil e Peru.

Ele esteve com o presidente Raúl Castro e com seu irmão e antecessor, Fidel. Medvedev na ocasião qualificou as relações bilaterais como "especialmente intensas".

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