Primeiro infarto está menos letal, diz estudo nos EUA

Por Julie Steenhuysen CHICAGO (Reuters) - Os primeiros infartos estão se tornando menos letais do que no passado nos EUA, graças a melhorias na prevenção e tratamento, disseram pesquisadores na segunda-feira.

Reuters |

"A gravidade dos infartos está diminuindo", disse Merle Myerson, da Universidade Columbia, em Nova York, cujo estudo aparece na revista Circulation. "Essa é uma razão entre muitas para o atual declínio nas mortes por doenças coronarianas", afirmou ela por telefone.

Dados divulgados no mês passado pelo governo mostram que as mortes por doenças cardíacas nos EUA caíram 30 por cento na última década, por causa de fatores como melhor controle do colesterol e da pressão arterial, redução do tabagismo e avanços nos tratamentos.

O maior controle dos fatores de risco pode não só prevenir um infarto como reduzir a gravidade do primeiro incidente. "As pessoas chegam ao hospital e seu ataque cardíaco não é tão ruim. Ele pode envolver uma porção menor do coração", disse Myerson.

A pesquisa dela atualiza um estudo conhecido como Risco de Aterosclerose em Comunidades, ainda em andamento, que coleta dados de diversos grupos norte-americanos.

Dados anteriores desse estudo, entre 1987 e 94, apontavam um declínio em vários parâmetros da gravidade dos infartos. Myerson e seus colegas incluíram dados até 2002 a respeito de mais de 10 mil pacientes com 35 a 74 anos que haviam sofrido seu primeiro ataque cardíaco.

Eles avaliaram vários marcadores da gravidade do infarto, como os níveis sanguíneos de uma enzina que poderia indicar danos ao músculo cardíaco, e mudanças no fluxo e pressão das artérias.

Em geral, foram encontradas melhoras em todos os grupos.

"Este estudo mostra que todos têm uma redução na gravidade dos seus ataques cardíacos," disse Myerson. "Homens e mulheres, brancos e negros - todos demonstraram as mesmas tendências," disse ela.

A equipe examinou muito cuidadosamente as tendências segundo diferenças por raça, e em uma categoria, a medição de um eletrocardiograma conhecido como onda-Q, era maior em negros.

"Quando vemos esse padrão específico, ele geralmente indica que uma parte maior do músculo cardíaco foi afetada pelo infarto", disse Myerson.

Na maior parte das outras medidas, porém, os negros tinham indicadores tão bons quanto os dos brancos, sugerindo uma tendência geral de melhora, segundo a pesquisadora.

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