Diversas associações organizam na quarta-feira a primeira jornada mundial da luta contra a exploração sexual, na tentativa de sensibilizar a opinião pública contra esta forma de abuso com seres humanos.

"Este dia é a oportunidade de lançar um grito de alarme porque a exploração sexual está se tornando o primeiro comércio ilícito no mundo à frente do tráfico de drogas e de armas", explicou nesta terça-feira Swan Falandry, um dos organizadores e fundadores da associação GIPF (Grupo Internacional de Palavras de Mulheres).

Os organizadores lembraram que, segundo a ONU, os serviços mundiais para fins de prostituição fazem pelo menos quatro milhões de novas vítimas por ano, principalmente mulheres e moças, ou seja oito novas vítimas por minuto.

A primeira edição desta jornada internacional será marcada nesta quarta-feira pela organização de um diálogo internacional em Paris e será repercutido em cerca de 20 países.

Célhia de Lavarène, presidente da associação STOP (Stop Trafficking Of People) que apadrinha o evento denunciou nesta terça-feira "a inação dos governos que não têm nenhuma vontade política e se contentam de assinar belos tratados que não são jamais aplicados"

As associações organizadoras julgam indispensável harmonizar as legislações no plano europeu no sentido principalmente de um alinhamento sobre o modelo sueco que castiga o cliente.

Elas lembraram que as vítimas da exploração sexual no mundo são "recrutadas" em média aos 13 anos de idade nos meios pobres.

il/lm

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