Primeiras-damas da A. Latina culpam machismo por feminização da aids

México, 2 ago (EFE).- A Coalizão de Primeiras-Damas e Mulheres Líderes da América Latina sobre Mulher e Aids apontou hoje o machismo como a principal causa da crescente feminização do HIV na região.

EFE |

A fundadora e presidente da coalizão, a primeira-dama de Honduras, Xiomara Castro de Zelaya, disse que a cultura na América Latina "é a que provoca na realidade esta feminização".

"O machismo impera especialmente nos países em desenvolvimento", destacou.

A isso se soma "a falta de educação", afirmou a primeira-dama hondurenha, e assegurou que as instituições do Governo e os meios de comunicação devem ter um papel "muito importante" para "abrir espaços de participação para as pessoas e informar adequadamente".

Um dia antes da 17ª Conferência Internacional sobre a Aids (Aids 2008) no México, Castro de Zelaya considerou que para reverter a feminização desta doença na América Latina é necessária a "participação da mulher" no ativismo e nas políticas públicas focadas no combate de sua expansão.

Além disso, a secretária-geral Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/aids (ICW, em sua sigla em inglês), Patricia Pérez, defendeu que o gênero feminino continua "bastante vulnerável".

"Temos uma conjuntura cultural bastante machista, há muitos temas que são tabu que não são propostos abertamente como a sexualidade", precisou.

Já o diretor regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre Aids (Unaids) para a América Latina, César Núñez, apontou que "os homens devem levantar a voz a favor dos temas propostos pela coalizão".

"A feminização está acontecendo e um dos principais obstáculos para reduzi-la é o estigma e a discriminação", declarou.

Ele advertiu que os seres humanos que discriminam as pessoas que vivem com HIV sejam mulheres, homens ou crianças, são os que contribuem para perpetuar a epidemia. EFE jd/bm/rr

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