Primeira-ministra australiana promete um governo estável

Principais partidos já negociam com independentes após eleição deixar país com seu primeiro Parlamento sem maioria desde 1940

AFP |

Reuters
Primeira-ministra Julia Gillard
A atual primeira-ministra australiana, Julia Gillard, prometeu neste domingo ao país um governo estável e efetivo, enquanto seu partido trabalhista e seus adversários conservadores negociavam com os deputados independentes visando a uma coalizão. "A Austrália é uma das democracias mais sólidas do mundo", afirmou Gillard em coletiva de imprensa.

"Temos instituições e processos democráticos robustos e como primeira-ministra continuarei assegurando um governo estável e efetivo de acordo com nosso processo democrático enquanto se efetua a contagem dos últimos votos desta eleição. Não existe nenhuma incerteza sobre a continuidade de um governo estável durante este período".

Gillard reivindicou da mesma forma seu direito de formar um governo em função das eleições legislativas antecipadas de sábado, enfatizando a vantagem de seu partido trabalhista frente aos conservadores de Tony Abbott em termos de votos.

Segundo os resultados ainda parciais, depois de 75% dos votos apurados, segundo o canal ABC, os trabalhistas obtiveram 73 cadeiras contra 70 para os liberais de Abbott e 50,7% dos votos contra 49,3% para os conservadores.

Nenhum dos dois partidos parece, no entanto, em condições de obter as 76 cadeiras para contar com a maioria em um parlamento com 150 deputados.

As formações trabalhista e conservadora dominaram a vida vida política australiana por mais de meio século. Mas será a primeira vez desde 1940 que a Austrália não conta com uma maioria definida no parlamento.

"Recebi duas ligações muito amáveis. Uma da primeira-ministra para felicitar-me e outra, mais tarde, do chefe da oposição pelo mesmo motivo", contou o deputado independente Tony Windsor.

Três dos deputados independientes eleitos são ex-membros do Partido Nacional, membro histórico junto ao Partido Liberal da coalizão conservadora dirigida por Tony Abbot.

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