Primeira-dama do Iraque escapa ilesa de atentado em Bagdá

A esposa do presidente iraquiano Jalal Talabani escapou neste domingo de um atentado no centro de Bagdá, onde 13 milicianos xiitas foram mortos pelo Exército americano em novos combates.

AFP |

O comboio de Hero Ibrahim Ahmed, 60 anos, foi alvo de uma bomba perto do Teatro Nacional, no bairro de Karrada. A primeira-dama escapou ilesa, mas quatro de seus guarda-costas foram levemente feridos.

"Uma bomba explodiu na passagem do comboio de Hero Ibrahim Ahmed na manhã deste domingo, quando ela estava indo ao Teatro Nacional para assistir a um festival cultural", informou a presidência iraquiana em comunicado.

Mais cedo, Adel Kawiss, encarregado de proteger a esposa do presidente, havia informado à AFP que a explosão tinha ocorrido cerca das 10H00 (04H00 de Brasília), e que o último veículo do comboio havia sido atingido.

A primeira-dama é uma empresária ativa no setor da comunicação. Ela é a filha de Ibrahim Ahmed, um dos fundadores do Partido Democrático do Curdistão (PDK).

Além disso, o comando americano anunciou que 13 milicianos xiitas morreram desde a noite de sábado em enfrentamentos em Sadr City, feudo do líder radical xiita Moqtada al-Sadr.

Combates mortíferos opõem desde o fim do mês de março neste bairro imenso do nordeste de Bagdá unidades americanas e iraquianas a milicianos do Exército do Mahdi, de Moqtada al-Sadr.

Os combates em Sadr City já deixaram mais de 900 mortos em abril, segundo números oficiais iraquianos.

O Exército dos Estados Unidos também anunciou que quatro soldados americanos morreram sexta-feira na explosão de uma mina na província de Al-Anbar, no ataque mais mortífero dos últimos meses no oeste do Iraque.

Al-Anbar, a maior das 18 províncias do Iraque, foi durante muito tempo a mais perigosa do país para os militares americanos, antes de se tornar uma das mais seguras.

Ela foi estabilizada no fim de 2007, quando as tribos locais se aliaram, mediante compensações financeiras, aos americanos para combater os extremistas da Al-Qaeda no Iraque.

Assim, o número de soldados americanos mortos no Iraque desde o início da invasão deste país, em março de 2003, chega a 4.071, segundo uma contagem da AFP baseada em números do site independente icasualties.org.

Além disso, o governo iraquiano rejeitou neste domingo alegações, apoiadas pelos Estados Unidos, segundo as quais os milicianos xiitas radicais estariam recebendo uma ajuda iraniana.

"Não temos esse tipo de provas", declarou o porta-voz do governo, Ali Dabbag, ao ser questionado sobre as apreensões de armas iranianas mencionadas pelo comando americano no Iraque.

Washington denuncia constantemente a ação dos "grupos especiais", formados por extremistas xiitas que são, segundo ele, treinados, financiados e armados pelos iranianos.

O Irã afirmou apoiar os esforços iraquianos para desarmar as milícias no Iraque, mas desaconselhou o uso da força.

Também neste domingo, uma jornalista iraquiana freelancer foi assassinada em plena luz do dia em Mossul, no norte do país.

O Observatório iraquiano da liberdade da imprensa informou sexta-feira que 235 funcionários da imprensa iraquiana foram mortos desde março de 2003 em todo o país.

bur/yw

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