Primeira mulher policial da Índia se recusa a levar a tocha olímpica

Nova Délhi, 9 abr (EFE).- A primeira mulher a desempenhar o cargo de policial na Índia, Kiran Bedi, anunciou hoje que não participará do revezamento da tocha olímpica em sua passagem por Nova Délhi, em protesto contra as estritas medidas de segurança adotadas.

EFE |

Bedi assegurou que ela era uma "desportista", e que não queria "correr com a tocha como uma mulher aprisionada".

Na opinião da ex-policial, o dispositivo de segurança desenhado para evitar incidentes de manifestantes pró-tibetanos durante o percurso da tocha elimina o "símbolo de liberdade" da chama olímpica.

"Se era para deixar o revezamento assim tão sufocante, então era melhor deixar que a tocha seguisse viagem sobre rodas, ou transportada pelo Exército", acrescentou Bedi.

A renúncia de hoje se soma à recusa manifestada pelo capitão da equipe nacional de futebol, Baichung Bhutia, que na semana passada disse que não levaria a tocha olímpica em protesto contra os episódios de violência vividos no Tibete.

Nos últimos dias as autoridades indianas anunciaram que desdobrariam um grande dispositivo de segurança para garantir que o percurso da tocha ficasse livre de incidentes.

Entre as medidas adotadas, ficou decidido o encurtamento do trajeto, de nove para três quilômetros, para evitar problemas.

Desde 10 de março, monges budistas, com o apoio da população civil, protagonizaram protestos para lembrar o aniversário da fracassada rebelião de 1959 no Tibete e em outros lugares como a Índia e o Nepal.

Calcula-se que a Índia tenha em seu território cerca de 130 mil refugiados tibetanos que abandonaram seus lares depois dessa revolta, que forçou o exílio do dalai lama.

O Governo tibetano no exílio e seu líder espiritual têm sua sede na cidade indiana de Dharamsala, nos arredores do Himalaia. EFE mb/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG