Um americano de 56 anos acusado de integrar uma rede internacional de distribuição de imagens de pedofilia se declarou culpado nesta quinta-feira de cinco acusações e seus 13 cúmplices suspeitos serão julgados em junho, anunciou o ministério da Justiça.

A condenação de Warren Weber será determinada em audiência prevista para o dia 24 de junho. A pena mínima é de 20 anos de prisão, apesar de o juiz poder decretar prisão perpétua.

O homem, acusado de ter participado de "uma empresa criminosa altamente sofisticada e organizada, distribuiu por dois anos, entre os membros da rede, imagens de abusos sexuais de crianças", revelou o comunicado do ministério da Justiça americana.

A rede colocou em circulação mais de 400.000 imagens e vídeos, acompanhados de um código sofisticado para limitar a possibilidade de serem detectados, que exibia crianças pré-adolescentes, bebês inclusive, submetidos a diversos atos sexuais e sádicos.

No entanto, as autoridades conseguiram se infiltrar na rede em agosto de 2006, durante uma investigação do FBI (a polícia federal americana) e da polícia australiana, com o apoio dos serviços de luta contra a pornografia infantil da Alemanha, Reino Unido e Canadá.

Nos Estados Unidos a operação acusou 14 pessoas entre elas Weber, que se declarou culpado de participação na empresa de exploração de crianças, de associação para delinqüir, além de promoção, viabilização e recepção de pornografia infantil.

O julgamento dos outros 13 suspeitos coniventes com a rede de exploração sexual está marcado para a partir de 2 de junho no tribunal federal de Pensacola, na Flórida.

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