Previsões indicam piora do frio glacial na Europa no fim de semana

Itália, Reino Unido e Rússia se preparam para nova frente polar; onda de frio fecha rotas fluviais na Europa e mata mais de 500

iG São Paulo | 09/02/2012 12:43

Texto:
enviar por e-mail
* campos são obrigatórios
corrigir
* campos obrigatórios

Itália, Reino Unido e Rússia começaram a se preparar nesta quinta-feira para uma nova frente polar prevista para atingir seus territórios no fim de semana. A informação surgiu enquanto o Danúbio, o segundo rio mais longo da Europa, está coberto por uma camada de gelo de grande espessura que impossibilita a navegação da Croácia até a Romênia, onde fica sua foz, informaram as autoridades nesta quinta-feira.

Gafe: Ministra francesa orienta sem-teto a 'ficar em casa' no inverno

Foto: AP

Quebrador de gelo abre caminho em meio a blocos de gelo no rio Spree, na Alemanha (09/02)

Frio na Ásia: Inverno rigoroso castiga crianças refugiadas no Afeganistão

Por causa do frio intenso, a Sérvia pediu que sua população economize eletricidade em meio à dificuldade do país de manter seu sistema de energia funcionando por causa das baixíssimas temperaturas que atingem boa parte da Europa desde o fim de janeiro, deixando mais de 500 mortos (segundo contagem da agência France Presse). De acordo com a companhia de energia do Estado, o sistema só conseguirá responder ao atual nível de demanda por mais uma semana.

Na Itália, a previsão é de que a nova onda de frio ártico chegue na sexta-feira e piore as condições em grande parte do território, com os primeiros efeitos no norte e a rápida expansão durante o dia para o centro-sul. Por causa disso, algumas regiões pediram reforço do Exército para evitar a repetição do isolamento que afetou, na última tempestade de neve, localidades como Zungoli, Lacedonia, Bisaccia, Nusco, Villanova del Battista, Pietrastornina, Sant'Andrea di Conza.

O Exército continua na região de Abruzzos, uma das mais afetadas pelas nevadas, removendo a neve para abrir passagem às regiões que estão isoladas. Depois que a onda de frio causou importantes danos, as prefeituras se preparam com máquinas para remover a neve e armazenando toneladas de sal para jogar sobre estradas e calçadas.

Em Roma, após a polêmica pela falta de prevenção, o prefeito da capital, Gianni Alemanno, ordenou a colocação de correntes nos veículos até a manhã de sábado e a formação de equipes divididas por regiões para coordenar possíveis emergências. Também foram distribuídas 5 mil pás para a população das localidades menores.

Reino Unido e Rússia

O Reino Unido já se prepara nesta quinta-feira para gelo e nevascas de até oito centímetros na maioria das regiões do país, com a instituição meteorológica do país declarando "alerta amarelo" - um degrau abaixo do vermelho, a máxima advertência - em várias zonas da Inglaterra, Escócia e País de Gales.

No norte da Inglaterra, os motoristas foram alertados sobre as dificuldades nas estradas, que se agravarão pelo granizo que pode cair ao longo desta quinta-feira e nos próximos dias.

Já na Rússia, o centro meteorológico russo Fobos indicou que as temperaturas noturnas chegarão a 29 graus abaixo de zero no fim de semana em Moscou e até 33 graus negativos nos arredores da capital, com a previsão de que esse fim de semana seja o mais frio de todo o inverno. A onda de frio permanecerá sobre a capital e zonas centrais russas ao menos até segunda-feira.

Danúbio congelado

O temporal que castiga os Bálcãs há duas semanas com temperaturas que chegaram a ultrapassar os 30 graus negativos paralisou parte do rio Danúbio, o principal canal comercial da Europa, que com seus 2,86 mil km passa por dez países, da Alemanha até a Romênia.

Na Hungria, onde ainda não há problemas de navegação no Danúbio, está previsto que durante o fim de semana o rio congele em sua passagem por Budapeste, algo que não acontece há 25 anos. Na Croácia, a navegação foi proibida ao longo dos 137 km do rio que atravessa seu território pelo congelamento, e espera-se que nos próximos dias gele totalmente, segundo as autoridades do país.

Já na Sérvia as autoridades proibiram a navegação pelo Danúbio por conta das camadas de gelo que se formaram sobre o rio e a medida ficará em vigor até que as condições meteorológicas melhorem, o que deve ocorrer em dez dias.

A navegação também está proibida na Bulgária, e o trânsito de mercadorias está sendo desviado para a única ponte sobre o Danúbio que liga esse país com a Romênia. As autoridades consideram que o rio ficará totalmente congelado em vários pontos, enquanto a quantidade de gelo flutuante na altura da cidade búlgara de Russe cobre 90% do leito.

Na Romênia a navegação continua fechada em várias áreas do curso do Danúbio, onde as baixas temperaturas bloquearam também o delta do rio, informou o Ministério de Transportes. Na Ucrânia, o Estreito de Kerch, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov, continua completamente congelado. Cerca de 130 barcos estão presos e não podem ser retirados pelo quebra-gelo por causa do mau tempo.

Número de mortos

A onda de frio que atinge a Europa desde o fim de janeiro deixou mais de 500 mortos nos últimos dez dias, segundo contagem da AFP. O país com o maior número de mortos é a Ucrânia, onde as temperaturas podem chegar a 30 graus negativos no fim de semana. Até terça-feira, quando foi divulgado o último registro oficial, o país contabilizava 135 mortes.

Na Polônia, o número de mortos por hipotermia chega a 77, enquanto as vítimas por aquecedores defeituosos, que provocaram asfixia por monóxido de carbono e vários incêndios, é de 50.

O frio já deixou 44 mortos na Romênia, 29 na Bulgária, 25 na República Checa, 23 na Lituânia, 16 na Hungria, 13 na Sérvia, dez na Letônia, oito na Bósnia, três na Croácia, três na Eslováquia e um cada na Albânia, Estônia, Macedônia e Montenegro. Já a Rússia contabiliza, desde o início de 2012, pelo menos 110 mortes de adultos em decorrência do frio, sendo 46 no mês de fevereiro, informou na quarta-feira o Ministério russo da Saúde.

<span>Tripulante limpa neve de deque de cruzeiro nas águas parcialmente congeladas do rio Danúbio em Giurgiu, sul da Bulgária (08/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Homem caminha perto de barcos cobertos de neve em parte congelada do Rio Sava, em Belgrado, Sérvia (07/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <strong>Publicidade</strong> <span>Mulher encapuzada se protege com lenço de frio e neve em Skopje, Macedônia (06/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Homem passei com cachorros em rua de Atenas, na Grécia (01/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Pedestres caminham em manhã gelada na cidade de Novosibirsk, na Rússia (01/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Mulher protege o rosto do frio em Minsk, na Bielo-Rússia (01/02)</span> - <strong>Foto: Reuters</strong> <span>Pedestres se aquecem em rua de Varsóvia, na Polônia (31/01)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Mulher reza em parque coberto por neve em Kiev, na Ucrânia (31/01)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Catedral é coberta pela neve em Kiev, na Ucrânia (30/01)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Moradores de rua tomam chá em abrigo de Donetsk, na Ucrânia (30/01)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Cachorro coloca o focinho em grade de abrigo em Glina, na Romênia; detentos foram chamados para limpar local após nevasca (30/01)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Jovem se protege do frio ao andar pelo centro de Kiev, na Ucrânia (01/02)</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>Mulher caminha pelo parque Kolomenskoye, em Moscou, na Rússia (01/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Homem é visto atrás de janela no rigoroso inverno de Sófia, na Bulgária (01/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Cidadão desobstrui caminho coberto por neve em Grozny, na Rússia (02/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Homem esquia em Roma, capital da Itália (04/02)</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>Homem tira foto da Basílica de São Pedro, em Roma (04/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Neve cobre o Foro Romano, atração turística da capital italiana (04/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Homem ajuda a limpar rua tomada pela neve em Sarajevo, capital da Bósnia (04/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Trem passa por ferrovia coberta por neve em Croydon, no Reino Unido (05/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Veículos tiram neve de local próximo à Torre Eiffel, em Paris, na França (05/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Mulher leva cachorros para passear em Londres, na Inglaterra (05/02)</span> - <strong>Foto: Reuters</strong> <span>Homem brinca com o filho em parque de Croydon, sul de Londres (05/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Soldados marcham em Londres, na Inglaterra (05/02)</span> - <strong>Foto: AP</strong>

Na parte mais ocidental, a Itália é o país mais afetado pelas nevascas, e desde 1º de fevereiro cotabiliza 43 mortos. Áustria, França e Grécia contabilizam cinco mortes cada, enquanto Alemanha e Holanda quatro cada. Na Sérvia, Croácia, Bósnia, Macedônia e Montenegro pelo menos 70 mil estão isolados há dias em aldeias recônditas por causa do fechamento das estradas pelo excesso da neve.

A onda de frio também atinge o norte da África, particularmente a Argélia, onde o número de mortos chegou a 44, e são esperadas novas tempestades de neve do fim de semana até terça-feira.

*Com EFE, AP e AFP

Texto:
enviar por e-mail
* campos são obrigatórios
corrigir
* campos obrigatórios

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG


Previsão do Tempo

Previsão Completa

 
  • Hoje
  • Amanhã

INDICADORES ECONÔMICOS

Câmbio

moeda compra venda var. %

Bolsa de Valores

indice data ultimo var. %
  • Fonte: Thomson Reuters
Ver de novo