Pressão sobre Gordon Brown aumenta com renúncia de membro do Governo

Londres, 16 set (EFE).- A pressão sobre o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, se agravou hoje, a pouco menos de uma semana para o congresso anual do Partido Trabalhista, com a renúncia de um descontente membro do Governo.

EFE |

Após os crescentes rumores dos últimos dias, o secretário de Estado para a Escócia, David Cairns, colocou seu cargo à disposição de Brown.

A saída de Cairns é vista como mais um episódio da rebelião iniciada por um grupo de deputados trabalhistas que defende a escolha de um novo líder para o partido, posto também ocupado pelo premiê.

Antes da renúncia, a Executiva Nacional do Partido Trabalhista se recusara a liberar os formulários necessários para forçar uma eleição, já que são necessários 70 deputados para dar a partida no processo, e aproximadamente dez apresentaram a iniciativa.

Cairns, que foi padre e era secretário de Estado para a Escócia desde 2007, já trabalhou para Siobhain McDonagh, a primeira das duas deputadas trabalhistas demitidas por suas críticas a Brown.

A pressão para a escolha de um novo líder no partido é feita, em sua maioria, por parlamentares seguidores do ex-chefe de Governo Tony Blair, que acham que, com Brown, a legenda pode ter um desempenho desastroso nas próximas eleições gerais, previstas para 2010.

Diante do descontentamento nas fileiras trabalhistas, o ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, pediu hoje, em declarações à "BBC", que os legisladores do partido "apóiem" Brown, que, segundo disse, é "a pessoa adequada para liderar o país".

De acordo com as últimas pesquisas de opinião, o Partido Trabalhista está 19 pontos atrás dos conservadores, com 27% de apoio do eleitorado. EFE ep/sc

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