Pressão dos EUA impede entrega do terrorista de Lockerbie, segundo The Times

Londres, 17 ago (EFE).- As pressões do Governo americano fizeram o da Escócia renunciar a seu plano de libertar esta semana por razões humanitárias um cidadão líbio condenado pelo atentado de Lockerbie, segundo o jornal The Times.

EFE |

Fontes citadas pelo jornal afirmam que não há "nenhuma possibilidade" de Abdelbaset Ali Mohammed al-Megrahi, que sofre de câncer de próstata em fase terminal e recebe cuidados paliativos, seja devolvido à Líbia nesta quarta-feira como se esperava.

Megrahi, condenado pela justiça britânica a pelo menos 27 anos de prisão pela morte de 270 passageiros de um avião de Pan Am que sobrevoava Lockerbie (Escócia), entre eles 35 estudantes norte-americanas, renunciou semana passada ao recurso judicial contra a sentença.

O primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, insistiu em seu Governo não tinha pressionado o líbio para que retirasse o recurso contra sua pena e facilitasse assim sua libertação .

Segundo "The Times", o plano inicial de devolver o terrorista à Líbia foi desbaratado pela intervenção da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

O ministro escocês de Justiça, Kenny MacAskill, renunciou ao plano de permitir a Megrahi abandonar solo escocês e retornar à Líbia ao começo do Ramadã, como queria o Governo do coronel Kadafi.

Segundo informa hoje o "Financial Times", o ministro britânico para a Empresa, Peter Mandelson, se reuniu este mês em Corfu (Grécia) com Saif al-Islan Kadafi, filho e possível sucessor do chefe de Governo líbio.

Um porta-voz de Mandelson disse que ambos falaram brevemente do terrorista, mas negou que o ministro tivesse intervindo para a decisão inicial de colocá-lo em liberdade já que isto era competência do Governo escocês e não do de Londres.

Segundo um porta-voz do Governo de Edimburgo, antes de fim de mês se tomará uma decisão definitiva sobre a solicitação do terrorista de ser liberado e devolvido à Líbia por motivos humanitários.

O porta-voz negou que o atraso da eventual libertação obedecesse a pressões norte-americanas, mas disse que seu Governo conhecia o ponto de vista de Washington a respeito. EFE jr/ma

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