Presos uigures de Guantánamo rejeitam ser transferidos a Palau

Washington, 20 jun (EFE).- O plano do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para libertar alguns dos centenas de presos de Guantánamo enfrenta um problema: um grupo de uiguires não quer ir para Palau, informou hoje o jornal The Wall Street Journal.

EFE |

O Governo de Palau tinha aceitado receber 13 dos 22 uigures da China, capturados em 2001 no Afeganistão e no Paquistão e levados à base naval americana em Guantánamo, na ilha de Cuba, como supostos terroristas.

Os tribunais americanos ordenaram a libertação desses homens após comprovar que a suposição não tinha fundamento, mas os EUA tiveram dificuldades para alocá-los e a Casa Branca não quer enviá-los de volta à China porque, segundo o Governo dos Estados Unidos, poderiam ser presos e torturados.

Quatro dos uigures foram transferidos a Bermudas, enquanto outros cinco foram enviados à Albânia em 2006.

"Apesar de os quatro (uigures) terem chegado a Bermudas poucos dias depois do acordo com esse Governo, os alocados a Palau ainda não foram", explicou o jornal.

"Após se reunir com (funcionários) palauenses e de se consultar com seus advogados, os uigures mostraram pouco entusiasmo pela transferência à ilha, segundo um representante do Governo", disse.

Aparentemente, os detidos "estão preocupados porque não há uma comunidade uigur em Palau e com as restrições para adquirir a cidadania nessa ilha", segundo o "Wall Street Journal".

Por outro lado, George Clarke, um advogado de Washington que representa dois dos uigures autorizados a ficar em liberdade, disse que os dois "têm muito interesse em deixar Guantánamo e estão muito abertos à ideia de ir a Palau". EFE jab/db

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