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Presos por complô terrorista em NY tinham antecedentes criminais

NOVA YORK - Os quatro homens presos na quarta-feira quando http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/05/21/eua+prendem+quatro+suspeitos+de+planejar+atentados+em+ny+6251929.html target=_toptentavam executar um atentado terrorista contra duas sinagogas em Nova York tinham antecedentes criminais e pretendiam provocar danos significativos, afirmou o chefe de polícia Raymond Kelly.

Redação com agências internacionais |

"Queriam matar pessoas, queriam causar danos significativos", declarou Kelly em uma entrevista coletiva perto da sinagoga e do centro judaico de Reverdale, no bairro do Bronx, onde os quatro indivíduos foram detidos na quarta-feira no momento em que tentavam colocar o que pensavam ser explosivos no local.

Segundo o chefe de polícia, eles eram criminosos pesados e todos tinham antecedentes penais, especialmente o homem apontado como líder do grupo, James Cromitie, um americano de 53 anos que já havia sido preso 27 vezes.

Os demais membros do grupo, mais jovens que Cromitie, eram os americanos David Williams e Onta Williams, além do haitiano Laguerre Payen. "Eles declararam que queriam fazer a jihad (guerra santa). Fizeram declarações muito antissemitas", completou Kelly.


O suspeito David Williams é preso por policiais em NY / AP

Os quatro suspeitos devem comparecer diante de um tribunal da cidade de White Plains nesta quinta-feira.

Eles são acusados de conspiração para o uso de armas de destruição em massa em território americano e de conspiração para adquirir e usar mísseis antiaéreos. Caso condenados, segundo a promotoria de Nova York, eles podem pegar penas que vão de 25 anos de detenção à prisão perpétua.

Investigação

Segundo as autoridades americanas, as investigações contra os suspeitos começaram em junho de 2008. Um informante do FBI se encontrou com James Cromitie afirmando pertencer a uma organização terrorista.

Na ocasião, o suspeito teria expressado interesse em fazer parte da organização para "fazer a jihad", e se disse triste com o fato de muitos muçulmanos estarem sendo mortos no Afeganistão e Paquistão por forças americanas.

Munido de equipamentos de áudio e uma câmera escondida, o informante do FBI manteve outros encontros com os suspeitos, que manifestaram interesse em promover ataques contra alvos em Nova York, incluindo a sinagoga e a base aérea.

De acordo com as autoridades, os suspeitos chegaram inclusive a fazer fotos de seus alvos para planejar os atentados. Eles foram presos ao comprar mísseis e explosivos falsos do informante do FBI.

"Os acusados queriam empreender ataques terroristas. Eles selecionaram os alvos e buscaram as armas necessárias para colocar seu plano em prática", afirmou Lev L. Dassin, procurador federal em exercício para o Distrito Sul de Nova York.

"Embora as armas fornecidas pelo informante fossem falsas, os réus achavam que elas eram reais". "Eles queriam atacar aviões militares com mísseis terra-ar e destruir uma sinagoga e um centro da comunidade judaica usando explosivos plásticos", disse o procurador.

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