Presos em base afegã dos EUA poderão encontrar familiares

Prisioneiros sob custódia dos Estados Unidos na base aérea de Bagram, no Afeganistão, vão poder encontrar suas famílias pela primeira vez após um acordo com militares americanos, de acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O chefe da Cruz Vermelha no Afeganistão, Franz Rauchenstein, elogiou a iniciativa - resultado de meses de negociações - e disse que nada pode substituir a intensidade desses encontros.

BBC Brasil |

Os familiares poderão encontrar prisioneiros por uma hora na base - situada a cerca de 60 quilômetros da capital afegã, Cabul.

Na terça-feira, um primeiro grupo com 20 visitantes foi admitido na prisão.

Até então, a única forma de comunicação possível com os prisioneiros era por meio de cartas ou por um videofone instalado no início do ano pela Cruz Vermelha.

Ameaça
Cerca de 600 prisioneiros estão detidos em Bagram, acusados de pertencer ao Talebã e a outras forças contrárias ao governo.

Eles são classificados como "combatentes ilegais" pelos militares americanos, o que significa que podem ser detidos indefinidamente enquanto forem considerados uma ameaça à segurança nacional do Afeganistão.

Alguns dos prisioneiros foram transferidos para a base dos Estados Unidos na baía de Guantanamo, em Cuba.

Segundo o correspondente da BBC em Cabul, Martin Patience, abusos contra prisioneiros foram cometidos na prisão no passado e, em 2002, dois afegãos detidos em Bagram morreram após serem espancados por guardas americanos.

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