Santiago Sinclair, vice-comandante-chefe do Exército chileno durante a ditadura de Augusto Pinochet, foi detido nesta quinta-feira pelo seqüestro e desaparecimento de cinco militantes de esquerda em 1987, informou uma fonte judicial.

Sinclair, que era um estreito colaborador do falecido ditador, está preso no Batalhão de Polícia Militar do Leste de Santiago.

Também foram detidos o general da reserva Hugo Prado, ex-chefe da Direção de Inteligência do Exército (Dine), e o coronel Marcos Bustos. Outros 15 militares já foram processados pelo mesmo caso.

Todos são acusados de envolvimento no seqüestro e desaparecimento de cinco membros da Frente Patriótica Mannuel Rodriguez (FPMR) em 1987, em um dos últimos casos de violação dos direitos humanos registrados durante a ditadura de Pinochet (1973-1990).

Os cinco militantes do FPMR teriam sido assassinados em um quartel da polícia secreta do regime, e seus corpos atirados ao mar desde um helicóptero do Exército. A ordem teria sido dada por Sinclair.

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