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Presidentes de Rússia e Argentina defendem mundo multipolar mais justo

Moscou, 10 dez (EFE). Os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, defenderam hoje uma nova arquitetura financeira em um mundo multipolar mais justo, sem, no entanto, explicar no que estes consistiriam nem como os fariam.

EFE |

A ex-primeira-dama argentina, que completa hoje um ano à frente do poder, pronunciou-se em uma visita ao Kremlin por "uma nova forma de entender a cooperação em um mundo que deve ser multipolar e multilateral, e por reformular as regras monetárias e econômicas".

Segundo a presidente argentina, o mundo deve passar "de uma relação de subordinação a uma noção de cooperação real e igualitária, modelo que a Argentina quer para suas relações com a Rússia", acrescentou.

Já Medvedev, disse que "no século 21 para a maioria de países é inadmissível a existência de um mundo dominado por um só Estado, por bem-sucedido que seja", em alusão aos Estados Unidos, e defendeu "uma arquitetura financeira global que favoreça a todos", sem explicar esta seria feita.

Os dois presidentes assinaram uma declaração conjunta de estabelecimento de "relações de associação estratégica", e Medvedev ressaltou o desejo da Rússia de ampliar a cooperação com todos os Estados latino-americanos.

"A postura da Rússia consiste em ter presença e trabalhar na América Latina e cooperar com os países amigos em todos os âmbitos: a economia, o terreno militar, a ecologia, a agricultura e a coordenação da política externa".

Medvedev, que acaba de voltar de uma viagem latino-americana em que visitou Peru, Brasil, Venezuela e Cuba, expressou o interesse das empresas russas por participar de diversos projetos nesse continente.

Entre estes projetos, mencionou a possibilidade de que companhias russas participem das construções de um gasoduto entre Argentina e Bolívia e de uma ferrovia transandino, projeto que a presidente argentina, por sua vez, classificou de "crucial" para a região. EFE se/jp

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