Presidentes de Brasil e Colômbia selam acordos sobre comércio e segurança

Os presidentes da Colômbia, Alvaro Uribe, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se reúnem neste sábado em Bogotá para selar acordos de investimentos, comércio e segurança, este último destinado a impedir a passagem da guerrilha das Farc na fronteira amazônica.

AFP |

Lula chegou na noite de sexta-feira e neste sábado de manhã abriu com Uribe um encontro de empresários dos dois países em um hotel do centro da capital, onde convidou seu colega colombiano a realizar um fórum semelhante no Brasil.

"Quero convidar o companheiro Uribe para que faça uma nova visita ao Brasil e para que possamos repetir uma reunião como esta, ainda maior, este ano", declarou.

Os mandatários foram em seguida para a fazenda presidencial de Hatogrande, nas imediações de Bogotá, onde se reúnem em particular e depois com suas comitivas. Os dois presidentes assinarão nove acordos de cooperação e concederão uma entrevista coletiva à imprensa.

Segundo o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, os convênios são referentes a negócios, investimentos, comércio, meio ambiente, combustíveis e segurança na fronteira de 1.500 km na Amazônia, onde atuam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Bermúdez afirmou que em relação à segurança serão assinados um "memorando de cooperação no combate ao tráfico de armas, munições e explosivos" e outro acordo "sobre cooperação no setor de defesa que busca um intercâmbio permanente de informação de inteligência, que inclui as áreas de ciência e tecnologia".

Lula e Uribe se reunirão domingo com seu colega peruano, Alan García, na cidade de Leticia (sul), fronteira com Peru e Brasil.

Os três mandatários assistirão às celebrações da independência colombiana e a um show da estrela Shakira, como parte de uma jornada contra o seqüestro que se estenderá por 80 cidades do mundo.

Também assinarão um "acordo tripartite" sobre o qual detalhes não foram divulgados.

O chanceler colombiano disse que o encontro entre Uribe, Lula e García busca estabelecer ações para a segurança na zona limítrofe.

"O objetivo fundamental da reunião (...) em Leticia é avançar em temas de cooperação de segurança fronteiriça", ressaltou.

"Queremos trabalhar em todos os mecanismos que nos permitam impedir qualquer ação ilegal e ilícita nessa região e nos empenharemos em avançar nesse sentido", acrescentou.

Em matéria de segurança também está vigente a proposta de formação de um Conselho de Defesa da América do Sul, proposto por Lula em maio na reunião de cúpula da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) em Brasília, e rejeitada a princípio por Bogotá.

O chanceler colombiano declarou, entretanto, que seu país não deu um "não categórico" à iniciativa. "Seguramente será um tema que os presidentes abordarão e decidiremos como se pode avançar na participação da Colômbia no Conselho", disse.

axm/dm

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