Os presidentes de Argentina, Brasil, Bolívia e Uruguai chegaram na noite de quinta-feira à capital paraguaia para a Cúpula do Mercosul que será realizada nesta sexta-feira na sede permanente da Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF).

O presidente Tabaré Vazquez do Uruguai chegou pouco depois das 18H30 locais (22H30 GMT). Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou às 22H10, seguido da presidente argentina, Cristina Kirchner, às 22H40 e, finalmente, do boliviano Evo Morales, às 23H15.

As autoridades paraguaias,m anfitriãs da cúpula, não confirmaram a visita do chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, também esperado para o evento.

Quarta-feira, a presidente chilena Michelle Bachelet chegou ao país em visita oficial.

Antes da chegada dos presidentes da Cúpula, os ministros dos países membros afirmaram que já estão vendo os resultados das medidas adotadas pelo Mercosul contra a crise econômica mundial.

O Conselho do Mercado Comum do Mercosul aprovou, também na quinta-feira, um acordo para a substituição do dólar por moedas locais no intercâmbio comercial do bloco.

"Toda atividade que implique o uso de dinheiro será realizada com moedas de nossos países, sem ter o dólar como referência", revelou à AFP o vice-ministro paraguaio das Relações Exteriores, Oscar Rodríguez.

Paraguai e Uruguai estarão incorporados ao novo sistema de intercâmbio a partir do final de 2010, após a conclusão de detalhes técnicos envolvendo os bancos centrais dos dois países.

Rodríguez destacou que a vigência deste novo regime de intercâmbio "terá uma grande repercussão em todas as atividades econômicas" da região.

Os ministros da Economia e presidentes de bancos centrais reunidos em Assunção estimaram que o Bloco crescerá este ano com as políticas de expansão adotadas para se enfrentar a crise mundial.

"Os países têm adotado, em geral, políticas monetárias e fiscais expansivas para paliar o efeito da recessão mundial", destacou o ministro da Fazenda do Paraguai, Dionisio Borda.

Os relatórios dos especialistas revelam que "a maioria (dos países) terá crescimento em 2009, exceto Chile e Paraguai", destacou Borda em entrevista coletiva.

Borda lembrou que o Chile calcula para 2009 uma queda do PIB de 1%, enquanto o Paraguai deve sofrer um recuo de 3% a 4%. Na outra ponta, a Bolívia deve obter um avanço do PIB de 4%.

"Os níveis de crescimento de nossos países são muito mais promissores do que os previstos pelos organismos multilaterais e os setores privados", destacou o funcionário paraguaio, ao comentar os relatórios dos ministros presentes em Assunção.

"Estamos saindo da crise, cujos canais de transmissão foram o setor financeiro, a retração do envio de dinheiro (dos emigrantes) e a queda no comércio internacional".

Os relatórios dos ministros destacam a importância da comunicação pública no manejo da crise: "É um fator importante na economia transmitir uma expectativa positiva e antecipar quando vamos passar este período de turbulência, quando vamos voltar à normalidade....".

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