Presidente uruguaio nega divergências com Argentina

Costa do Sauípe (Bahia), 16 dez (EFE) - O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, manteve um perfil discreto nas cúpulas regionais convocadas hoje na Costa do Sauípe, na Bahia, e evitou se referir ao conflito com a Argentina, país com o qual, disse à Agência Efe, mantém excelentes relações.

EFE |

As diferenças entre Uruguai e Argentina se intensificaram após o veto de Montevidéu à candidatura do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner (2003-2007) a liderar a União de Nações Sul-americanas (Unasul).

Tabaré Vázquez expressou assim o alto custo que significou para o país o bloqueio da ponte fronteiriça de Gualeguaychú por parte de ecologistas argentinos que protestam há dois anos contra a instalação da indústria de produção de celulose da Botnia, instalada na localidade uruguaia de Fray Bentos.

O veto uruguaio bloqueou, por enquanto, as aspirações de Kirchner na Unasul, que hoje decidiu adiar a discussão sobre a Secretaria-Geral do órgão até abril para evitar evidenciar as divergências entre os dois países.

Ao fim da cúpula da Unasul, o próprio Vázquez reconheceu, em declarações à Efe, que não interveio no debate porque o tema não estava na ordem do dia.

O presidente, em declarações à Efe, evitou se pronunciar sobre as diferenças que mantém com o Governo de Cristina Fernández de Kirchner, esposa e sucessora do ex-líder na Presidência argentina, e optou por uma saída diplomática.

"As relações são excelentes, os povos argentinos e uruguaios são muito irmãos, muito unidos e, além de diferenças circunstanciais, temos excelente relacionamento", afirmou.

Apesar desta declaração, Vázquez e Cristina evitaram hoje até mesmo se olhar durante as cúpulas na Costa do Sauípe.

Fontes diplomáticas latino-americanas consultadas pela Efe disseram que, cansado da passividade da Argentina sobre o bloqueio de Gualeguaychú, o Governo uruguaio optou por vetar muitas das iniciativas regionais que podem favorecer o vizinho.

Isso seria uma estratégia de pressão para forçar uma saída a um problema que teve um alto custo para o Uruguai. EFE mar/db

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