Presidente Uribe diz que Farc seguem torturando colombianos

Bogotá, 9 set (EFE).- O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse hoje que é triste que as Farc sigam torturando colombianos, ao referir-se às provas de vida apreendidas pelas autoridades e nas quais aparecem encadeados ao pescoço 10 policiais e militares sequestrados há mais de dez anos por rebeldes.

EFE |

"Que tristeza ter de dizer hoje, no Dia dos Direitos Humanos, que estes grupos o que fazem é torturar aos colombianos; por isso necessitamos uma Colômbia sem criminosos e sem exclusão", disse Uribe a jornalistas após participar de um ato público no sul de Bogotá.

Acrescentou que seu Governo faz esforços para combater o terrorismo para conseguir "uma Colômbia sem estas torturas dos grupos terroristas, como as que acabamos de ver novamente".

Além disso, o Líder disse que todos os integrantes da Polícia "mantêm uma preocupação de todas as horas pelos compatriotas que seguem sequestrados", e acrescentou: "Não perdemos a fé que em algum momento estejam livres, e o vamos conseguir".

A voz de Uribe se soma à condenação generalizada de setores que pedem a libertação unilateral de sequestrados que estão em mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Nesse sentido, recentemente o Escritório na Colômbia da Alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos exigiu "a libertação imediata e incondicional" dos reféns em poder das Farc e condenou o "tratamento desumano e degradante" que os rebeldes dão aos sequestrados.

As vozes e as imagens de 4 militares e seis policiais estavam em uma memória USB apreendida pelas autoridades colombianas de um suposto mensageiro das Farc que se movimentava no fim de semana passado em motocicleta por uma rua da cidade colombiana de Villavicencio.

Todos são considerados "passíveis de troca" e as Farc aspiram trocá-los por quinhentos guerrilheiros detidos em prisões do país.

EFE ocm/fk

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