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Presidente ucraniano diz estar decepcionado com Medvedev

Kiev, 13 ago (EFE).- O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, afirmou hoje estar muito decepcionado com a carta de seu colega russo, Dmitri Medvedev, na qual o governante o acusou de praticar uma política antirrussa.

EFE |

"Serei sincero. Estou muito decepcionado com o caráter não amistoso" da carta, afirmou Yushchenko em resposta ao líder russo, segundo a agência "Unian".

O presidente ucraniano reconheceu que "há graves problemas nas relações entre os dois países, mas é surpreendente que o senhor (Medvedev) rejeite toda responsabilidade da parte russa".

Ele criticou a decisão do Kremlin de "adiar a chegada do novo embaixador russo à Ucrânia", o que "não contribuirá ao desenvolvimento construtivo das relações bilaterais".

"A Ucrânia segue interessada em uma ampla cooperação com a Rússia sobre a base do respeito mútuo e igualdade de direitos, através do respaldo de um diálogo construtivo, incluindo ao máximo nível", disse.

Yushchenko afirmou que tinha expressado "pelo menos, em três ocasiões, em cartas (a Medvedev) sua disposição de entabular um diálogo sobre a mesa de negociações".

Mas diz esperar "que nesta ocasião sua reação seja construtiva".

Na carta, Yushchenko defendeu a postura de Kiev em relação ao conflito russo-georgiano pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul de agosto de 2008 e rejeitou as críticas pelo fornecimento de armas ucranianas a Tbilisi.

Yushchenko também descartou as críticas de Medvedev em relação às aspirações ucranianas de aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), "que não vão contra a Rússia e cuja decisão final será tomada após a realização de um plebiscito nacional".

Ele também justificou a recente decisão de Kiev de expulsar dois diplomatas russos, afirmando que "a parte ucraniana forneceu dados suficientes sobre que suas atividades prejudicavam os interesses nacionais".

Em matéria econômica, Yushchenko defendeu o "desenvolvimento de relações pragmáticas" e negou que busque "romper os laços energéticos" com a Rússia.

Também defendeu a decisão de assinar um acordo com a União Europeia (UE) para modernizar sua rede de gasodutos e apoiou a iniciativa de Medvedev de assinar um novo acordo sobre segurança energética, mas previu que este deveria se basear na Carta Energética. EFE bk/db

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