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Presidente sul-africano promete acabar com anarquia em Johannesburgo

O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, afirmou nesta segunda-feira que a polícia vai acabar com a anarquia em Johannesburgo, onde ataques xenófobos já deixaram 22 mortos em uma semana.

Redação com agências internacionais |

EFE/Kim Ludbrook

Homens armados enfrentam polícia durante conflitos

Homens armados enfrentam polícia durante conflitos

"Os cidadãos de outros países da África e de mais além são seres humanos como nós e merecem ser tratados com respeito e dignidade", disse Mbeki na madrugada desta terça-feira.

O presidente exigiu o fim destes "atos escandalosos e criminosos".

"As forças da ordem devem e vão responder com os meios apropriados contra qualquer um que esteja envolvido nestes ataques", garantiu Mbeki.

"Até o momento, mais de 200 supostos autores já foram detidos (...) Estou certo de que a polícia logo fará progressos significativos para acabar com esta anarquia".

Problemas sociais

A onda de violência começou há cerca de uma semana no distrito de Alexandra. Imigrantes vindos de países vizinhos foram cercados por homens levando armas e barras de ferro e gritando "expulsem os estrangeiros".

Pessoas do Zimbábue, Moçambique e Malauí fugiram para bairros próximos.

Casas foram queimadas e lojas saqueadas, e a violência se espalhou para outras áreas da cidade.

Desde o fim do apartheid, o sistema de segregação racial que vigorava na África do Sul, milhões de imigrantes se dirigiram ao país em busca de trabalho e proteção.

Mas eles acabaram sendo considerados por muitos como responsáveis por alguns dos problemas sociais da África do Sul, como a alta taxa de desemprego, a falta de moradia e um dos níveis de criminalidade mais altos do mundo.

O presidente sul-africano Thabo Mbeki disse que vai organizar um painel de especialistas para investigar as causas da violência, enquanto o líder do partido governista, Jacob Zuma, condenou os ataques.

"Não podemos permitir que a África do Sul fique conhecida por xenofobia", disse ele.

( Com informações da AFP e da BBC )

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