Presidente sul-africano dissolve unidade contra corrupção

Johanesburgo, 30 jan (EFE).- O presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, promulgou hoje a lei que dissolve a Direção de Operações Especiais, uma unidade especial da Procuradoria Geral encarregada de investigar, entre outros casos, as denúncias mais graves de corrupção no país.

EFE |

A unidade de elite apurou, entre outras, as denúncias de corrupção contra o ex-vice-presidente do país Jacob Zuma, agora líder do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (CNA), e contra o chefe da Polícia Nacional, Jackie Selebi, suspenso de suas funções e processado por ligações com conhecidos mafiosos locais.

A lei que aprovou a dissolução da equipe especial de investigadores, que funciona como uma Polícia Judicial e baseada no modelo do FBI (Polícia federal americana), foi votada em outubro por 252 parlamentares do CNA, que controla a maioria absoluta na Assembleia Nacional, formada por 400 assentos.

Motlanthe promulgou também a lei segundo a qual a Direção de Operações Especiais e a Unidade contra o Crime Organizado da Polícia nacional serão fundidos em uma mesma organização que dependerá de um comando único desta última instituição.

O organismo que substituirá a Direção de Operações Especiais será conhecido como a Direção para a Investigação Prioritária do Crime, e será formado com a "melhor experiência" da antiga instituição especial da Procuradoria e da Polícia, segundo o Governo.

A Direção de Operações Especiais foi criada em 1999 pelo então presidente sul-africano, Thabo Mbeki, que renunciou em setembro do ano passado por ordem do CNA. A divisão foi duramente atacada pelos dirigentes governistas, que a acusavam de fugir ao controle das autoridades e de se misturar em rivalidades políticas.

A oposição política sul-africana qualificou a decisão de dissolver a unidade especial da Procuradoria como "um obscuro dia em nossa curta história democrática".

Segundo dados oficiais, a divisão solucionou 96% dos casos que investigou, conseguindo que os responsáveis fossem considerados culpados e presos, contra só 32% da Polícia Nacional. EFE jm/db

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