Johanesburgo, 21 mai (EFE) - O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, aprovou hoje que o Exército sul-africano colabore com a Polícia nas operações para colocar fim à onda de violência xenofóbica registrada em algumas regiões do país.

Fontes da Polícia assinalaram que os ataques contra moradores estrangeiros, que aconteceram em maior intensidade em bairros de Johanesburgo, acabaram se estendendo a outras províncias como a de Mpumalanga e Kuazulu.

Segundo a porta-voz do escritório do Comissário Geral da Polícia, Sally de Beer, 42 pessoas morreram, 16 mil foram deslocadas e 400 agressores foram detidos desde que a violência explodiu na semana passada em um bairro ao norte de Johanesburgo.

O porta-voz do Ministério da Defesa Sam Mkhwanazi disse que haverá presença militar nas áreas afetadas pela violência o mais rápido possível.

Porém, o porta-voz explicou que, geralmente, a Força de Defesa não divulga assuntos pertinentes ao desdobramento de tropas e que só emitirá um comunicado a respeito amanhã.

Os agressores acusam os estrangeiros de serem responsáveis por atos de criminalidade e de roubar postos de trabalho.

A maioria dos estrangeiros que residem nas zonas afetadas são naturais do Zimbábue e de Moçambique, embora alguns cidadãos de Malauí e da Somália também tenham sofrido com a violência.

A África do Sul, que tem cerca de 47 milhões de habitantes, possui um dos maiores índices de criminalidade do mundo, com média de 18 mil assassinatos ao ano e 55 mil atos de violência. EFE jm/rr/db

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