Genebra, 20 ago (EFE).- O presidente da Suíça, Hans Rudolf Merz, expressou hoje na Líbia as desculpas oficiais do Governo suíço pela rápida detenção, há 13 meses, do filho do governante líbio, Muammar Kadafi.

"Expresso minhas desculpas ao povo da Líbia pela detenção injusta de diplomatas líbios por parte da Polícia de Genebra", afirmou Merz em entrevista coletiva em Trípoli, segundo a agência "ATS".

O Ministério de Finanças suíço, do qual Merz também é titular, divulgou um comunicado informando sobre um acordo que restabelece as relações bilaterais e que foi assinado pelo presidente suíço e pelo primeiro-ministro líbio, Mahmud al-Baghdadi.

O texto explica que todas as atividades consulares e comerciais serão retomadas, enquanto os dois cidadãos suíços retidos na Líbia devido a esta situação poderão abandonar o país "nos próximos dias".

O Ministério das Finanças revelou que a Suíça e Líbia decidiram estabelecer um "tribunal arbitral independente" que averiguará as circunstâncias em torno da detenção de Hannibal Kadafi em julho de 2008, em Genebra.

A viagem do presidente suíço à Líbia se manteve em total reserva em uma nova e decisiva tentativa de encerrar a tensão entre os dois Governos, que originou a interrupção dos voos entre Suíça e Trípoli, a queda da atividade comercial bilateral e a retirada quase total dos fundos líbios neste país.

Em 15 de julho de 2008, Hannibal Kadafi, que estava em Genebra junto com a esposa esperando o nascimento de seu segundo filho, foi detido pela Polícia acusado de maus-tratos a dois empregados.

Após passar duas noites na prisão ele foi liberado após pagar uma alta fiança, mas, desde então, as relações líbio-helvécias foram piorando. EFE is/db

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