Presidente suíço minimiza caso da brasileira Paula Oliveira

BERNA - O presidente suíço, Hanz Rudolf Merz, minimizou nesta quinta-feira o assunto da brasileira Paula Oliveira, que mora na Suíça e disse ter sido atacada por um grupo de neonazistas, em um incidente que repercutiu no País.

EFE |

"Não temos que exagerar, o assunto é um caso menor, que aqueceu demais os ânimos", disse o presidente suíço, em um encontro com jornalistas estrangeiros.

"Houve muito barulho na sociedade, mas não terá nenhum efeito em nível de Estados", acrescentou o presidente, que descartou, portanto, que o assunto cause uma deterioração das relações entre Suíça e Brasil.

"Agora, contamos com um processo penal com o qual a verdade sairá à tona. Não devemos dar mais importância ao assunto", disse Merz.

Entenda o caso

Paula Oliveira - advogada, de 26 anos e residente legal na Suíça - denunciou na semana passada ter sido vítima de um ataque xenófobo em uma estação de Zurique e, por culpa do mesmo, teria sofrido um aborto e perdido os gêmeos que esperava.

Segundo o relato da jovem, três "skinheads" a atacaram e a marcaram no corpo com um objeto cortante, além de terem gravado na pele dela a sigla SVP , que são as iniciais em alemão do partido ultradireitista suíço .


Supostos agressores marcaram brasileira com sigla de partido de extrema direita / AE

O caso gerou grande comoção no Brasil, e as autoridades brasileiras exigiram que a Suíça fizesse tudo o que fosse necessário para encontrar e punir os supostos culpados.

No entanto, o caso teve uma reviravolta quando, quatro dias depois da suposta agressão, os médicos legistas determinaram que Paula não estava grávida e que poderia ter sido a autora dos cortes que apresentava em todo o corpo.

Paula permaneceu no hospital até terça-feira à noite e, ontem, duas publicações suíças afirmaram que ela teria confessado à polícia que tudo havia sido uma farsa, e que ela mesma teria se cortado no banheiro da estação do trem.

Além disso, o Ministério Público de Zurique anunciou ontem a abertura de um processo penal contra a brasileira para investigar se ela mentiu às autoridades.

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