Marwi (Sudão), 3 mar (EFE).- O presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, desdenhou hoje o Tribunal Penal Internacional (TPI) e minimizou a importância das resoluções dessa corte, com sede em Haia, que amanhã decide se ordena a detenção do líder.

O TPI decidirá amanhã se dá curso ou rejeita uma ordem de detenção contra Bashir solicitada pelo promotor-chefe do tribunal, Luis Moreno Ocampo, que acusa o presidente sudanês de genocídio e crimes de guerra na região sudanesa de Darfur.

"Vamos deixar que divulguem uma resolução, ou duas, ou dez. Não nos importa essas resoluções", afirmou o governante, em um comício que liderou na cidade de Marwi, cerca de 350 quilômetros ao norte de Cartum, perto da fronteira com o Egito.

"Deixemos (que o TPI) ponha estas resoluções de molho e beba a água", acrescentou Bashir, utilizando termos de um célebre provérbio árabe.

Bashir viajou a essa região para inaugurar uma grande represa no rio Nilo, financiada por fundos árabes da Arábia Saudita, Kuwait e Catar, e construída por especialistas chineses e de outros países.

"As resoluções do TPI têm como alvo o Sudão, sua estabilidade e sua segurança, e nossa resposta a essas resoluções será a de fazer mais obras no sul e no norte o país", acrescentou o presidente sudanês. EFE aa-nq/an

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